Overthinking: a arte de pensar de mais

Sobre como lidar com seus labirintos mentais

Não é nenhuma novidade que os humanos são seres pensantes certo?(ou pelo menos deveriam). Nós variamos entre quantidades de pensamentos em função das nossas atividades diárias, preocupações e prioridades.

Por incrível que pareça, gosto de pensar que essa é uma característica que tem seu lado positivo (copo meio cheio). Uma versão oculta com uma utilidade prática para o nosso dia a dia, que segue o seguinte passo a passo:


1. Necessidade de uma decisão de alto envolvimento

2. Esgotamento das possibilidades imagináveis

3.Abertura do labirinto

4. Execução da decisão

5. Desmanche


Todos já vivenciaram tomadas de decisão de alto envolvimento (1), seja no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos. Decisões essas que têm grande impacto nos aspectos profissional, financeiro e emocional de nossas vidas.

Vamos começar por aí. Antes mesmo de você tomar a sua decisão você começa pensando em esgotar todas as possibilidades imagináveis (2) e seus possíveis desdobramentos. Isso impede que você se torne míope para algum detalhe ou variável importante. Pensar de mais em: mudar de emprego, comprar uma casa, se casar, ou algo do gênero é na realidade algo muito bom. Porque são decisões das quais você necessita de uma análise profunda que considere todos os aspectos para chegar em uma conclusão satisfatória.

Nesse processo, é comum termos dúvidas e questionamentos. Mas calma que a solução é relativamente simples. Basta pedir uma 2a, 3a e até 4a opinião de confiança para validar sua escolha. Como por exemplo pedir uma opinião para o seu chefe mais antigo e mais experiente sobre como conduzir um projeto. Abrir o seu labirinto (3) é muito favorável, pois permite alcançar novos insights, refutar hipóteses e até chegar à novas conclusões .

O próximo passo é executar (4) sua decisão. Mas como gastamos tanto tempo pensando, às vezes é necessário um empurrãozinho. Definir um prazo é uma boa forma de acelerar esse processo. Já outra forma seria se comprometer a dar uma explicação para os influenciados pela sua decisão.

(Só não vamos ficar mudando de ideia, porque ninguém merece né?)

Para finalizar, você conclui que pensar de mais sobre o assunto lhe ajudou a chegar à melhor solução possível com os seus recursos de tempo, informações disponíves e controle emocional. Podendo assim desmanchar o seu labirinto (5) sem remorso e sem ficar remoendo todas as outras milhões de possibilidades. Assumindo assim a decisão que tem o seu nome assinado embaixo.


Agora a parte difícil

Eu e você sabemos que o overthinking tem também a função de lente de aumento para todos os nossos problemas. E cara como isso é dolorido e complexo.

É difícil lembrar quantas horas de sono perdemos, quantos neurônios queimamos e quantas vezes nos sentimos pressionados.
E fica mais difícil ainda quando você cai na real.
Você se prende às esquinas do seu labirinto e fica batendo de cabeça em um corredor sem saída.
Mas lá no fundo tem uma parte que simplesmente não quer sair! E sabe por quê?
Porque achamos mais seguro nos debater sozinhos do que assinar os nossos nomes na decisão que pode ser um fracasso.

E que por mais que eu queira ajudar todos que também passam por isso, eu não posso entrar na cabeça de cada um e sair com uma marreta derrubando muros. Cabe a você, e só você, se entender melhor e buscar as ferramentas para ir desconstruindo esse processo que pode ser nocivo para a sua saúde.


ENTÃOOOOO

Obviamente, não vou deixá-los sozinhos nessa bad. Vou repassar a experiência de quem já está fugindo dessa mania. Seguem então algumas dicas de como lidar com esse processo e quais (aspectos) devem ser considerados:

1. Abra os seus labirintos mentais (trabalho em equipe)

2. Considere a felicidade para suas decisões (visão holística)

3. Tire lições das escolhas ruins que você fez (apreendizado)

4. Valorize suas escolhas de sucesso (autoestima)

5. Perceba o padrão da sua forma de pensar, isso te ajudará e desvendar os próximos labirintos construidos (autoconhecimento)

6. Não esqueça de ouvir os seus instintos (emoção)

7. E entenda que pensar é importante mas que sem uma aplicação se torna apenas uma grande perda de tempo (lógica)


Ser pensante é uma dádiva, mas privar-se de curtir a vida porque esse processo ficou complexo demais não é nem um pouco saudável. Busquem se entender melhor para quebrar a nocividade do seu overthinking e continuem a pensar para tomar decisões melhores.

Seguem os meus experimentos com o Medium….

E não vou negar, o processo está sensacional! Então conto muito com o feedback de vocês, críticas, ideias, sugestões para os próximos e coisas a melhorar. E se você gostou de verdade, pode curtir, compartilhar e/ou me seguir no Medium para ir acompanhando meus próximos textos.