Rebeca

Toda vez que eu leio o nome dela, renovo minha alma a ponto de deixá-la leve, pura e intocada novamente. É um nome tão, tão belo. Rebeca Van Hauten. Um nome incomum para uma moça incomum. Oh, quando esse nome eu leio, meu caro, juro que posso atingir o céu, o paraíso, o Nirvana ou seja lá para onde eu vou após adormecer.

Quando te leio aqui, amada Rebeca, quase posso ouvir tua voz doce (porém nada suave) a dizer-me incessantemente o quanto sou importante e que não devo desistir de mim mesmo. Quase posso sentir-te me abraçar, pondo seus braços em torno do meu pescoço e sussurrando em meu ouvido o quão sortudo sou por ter o dom de amar.

Ler o nome dela desperta-me memórias e sensações que sequer imaginava que meu preguiçoso cérebro era capaz de resgatar. Tu realizastes isso com êxito, amigo. Basta ler o nome dela para que eu a veja dançar, rir e pular, tagarelando lindamente sobre a viva cor da asa de uma borboleta ou então sobre o tom excessivamente agudo da corda de um violão.

Nem sempre, porém, foi fácil ler o nome dela. Houveram momentos em que a minha teimosa alma insistia em associar este nome à dor e ao vazio. Nessa época, eu estive em uma amarga escuridão, a qual até mesmo o próprio sol parecia evitar. Felizmente, essa dor excruciante em meu peito passou, e os dias de escuridão ficaram para trás.

Agora, ajoelhado sob a grama macia e ouvindo o cantarolar suave da brisa em meus ouvidos, posso dizer com total certeza que olhar para o nome dela remete-me ao melhor que eu tenho em mim, e às melhores memórias que meu coração poderia apegar-se.

Ponho-me em pé e encaro a pedra fria na qual o nome dela está gravado, seguido da frase:

“Enquanto o amor existir, você jamais morrerá.

Amada filha, namorada, amada Rebeca.

1995–2015”.

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