Corpo dela, regras dela
Cauê Madeira
983

Cansei de ouvir os críticos dizerem que apanhavam e são pessoas normais hoje.

Eu odeio ouvir isso. Ninguém é normal por ter apanhado, e sim apesar de ter apanhado. Eu não vou bater no meu filho e acho absurdo alguém cogitar fazer isso.

Se irritar e ficar frustrado com o filho é natural. É uma relação nova e difícil que precisa ser construída — principalmente nós, os pais. Para as mães é mais fácil. Eu amo ouvir meu filho falar “papai” e qualquer coisa depois. Adoro ser convocado pra ajudar com qualquer coisa ou só pra escutar o que ele tem a dizer.

Adotamos também essa tática de deixá-lo escolher o que quer, mas não é sempre que dá certo. De vez em quando, ele pede alguma coisa que não dá pra ser feita. Por exemplo, ele fala que quer trocar a fralda com a mamãe, mas a mamãe está no banho e não pode naquele momento, aí ele fica muito frustrado, reclama. Mas faz parte. Vai ter alguma resistência de tempos em tempos.

As duas coisas mais importantes, amor e atenção, ele tem de sobra. O resto vem como consequência disso.