Um desfile do absurdo
Mauro Pimentel
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O brasileiro, no geral, é muito politicamente limitado. Luta para ter menos direito, para ter uma sociedade fragmentada, para dar voz de prisão e não de educação… Sabe por quê?

Porque é mais fácil. É mais fácil pensar “em vez de eu fazer a minha parte e eleger gente minimamente interessada em política e capacitada pra algum tipo de projeto político (quando existe/se é que existe), eu quero dar poderes plenos a militares, pra ter menos trabalho e não precisar exercer meus direitos, ou pra religiosos, porque Deus é dez e quem não gosta vai sentar no colo do Capeta”.

Ninguém pensa que, tirando o PT do poder, não vai vir um gênio da lâmpada resgatar o Brasil. Tirando o PT, entra o PMDB, que tem menos ideologia do que o meu gato. Entra o Temer, que, sei lá, existe. Entra, possivelmente, Eduardo Cunha, que vai fazer o Brasil voltar uns 50 anos no tempo em termos sociais e vai mostrar aos brasileiros e ao resto do mundo que o Brasil é o país do boi, da Bíblia e da bala.

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