Não nego o que foi dito sobre a importância de se respeitar as regras de um universo…
Gabriel Barros
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Você tem toda razão quando fala que as regras do universo não precisam ser todas explicadas, mas o problema do Super-Homem fazer a Terra voltar no tempo não é nem a questão científica nem nada assim. É que abre muitas possibilidades que não vão ter resposta por ser só um jeito conveniente de resolver um problema. Eu não vejo o filme há anos, mas qual é o limite dessa capacidade dele de voltar no tempo? Ele pode voltar dias? Anos? Décadas? Milênios?

Além disso, uma vez revelada essa capacidade dele, qualquer situação mais perigosa fica totalmente esvaziada de risco. Por que que nós, como espectadores (nesse caso), vamos nos preocupar se o Super-Homem, como num passe de mágica, é capaz de solucionar qualquer coisa voltando no tempo? Se, no filme, ele decide ignorar o que o Jor-El disse sobre se meter na História humana essa vez, o que o impede de fazer isso outras vezes?

O Dr. Manhattan, por exemplo, é praticamente onipotente, como o Super-Homem, mas é um personagem mais completo. Não é justo comparar um personagem que já passou pela mão de dezenas de artistas, cada um com uma ideia do que o personagem deveria ser, com um que teve uma existência bem limitada, mas, pra mim, dentro da trama de “Watchmen”, o dr. Manhattan não faz nada que me pareça absurdo demais para aquelas condições impostas pela história.

Eu conheço muito pouco do Flash, então nem vou comentar nada sobre ele — mas acho bem interessante a ideia de “O Reino do Amanhã” em que ele ficou instável e consegue vislumbrar todos os planos de existência ao mesmo tempo.

Pra mim, o Super-Homem voltar no tempo é uma solução preguiçosa para um problema que nem precisava existir.

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