#Coimbra170 Dia 008

Segunda, 19/09/16

Chegado o grande dia, finalmente iria para a casa nova, o quarto tão procurado: nada muito bom, mas próximo do centro, preço razoável. Ia servir.

Ok, dona Fátima disse que me daria carona até o meu quarto, antes disso, fui com ela à estação de comboio levar os hóspedes da Califórnia, mais uma vez fui intérprete, foi divertido.

Assim que chegamos comecei a agitar as malas, mas ela insistiu que eu almoçasse lá com ela, a filha e o neto. Resisti, não queria dar trabalho (nem passar por alguma situação embaraçosa caso não gostasse da comida). Bem, perdi. Acabei cedendo e almocei com eles. Ela fez um angú bem esquisito com carne de panela, uma carne cozida, bem peculiar também. Não era uma delícia, nem foi o fim do mundo, comi o mínimo aceitável. Depois disso teve até sorvete de sobremesa. Tomamos um café, a filha e o neto foram pra casa e finalmente partimos para o meu novo quarto.

Perguntei a ela onde deveria comprar edredons/travesseiro e ela disse que não precisava. Disse que me emprestaria, que eu usasse e antes de ir de volta para o Brasil devolvesse a ela. Um amor, um doce, uma avó.

Até hesitei, mas ela insistiu. Aceitei.

Passei na Galeria Avenida, na agência “We Love Coimbra”, onde aluguei o quarto, paguei o primeiro aluguel, a calção, e vim pra cá.

Chegando aqui, ela me deixou, eu agradeci e ela me disse pra visita-la sempre que quisesse e que a casa estava aberta pra mim. Isso me tocou muito.

Na casa já estava Fábio, 23 anos, cursando história da arte, português.

Conversamos um bocado, descobri que não tinha a chave do quarto e liguei pro Paulo, o corretor no ato em busca da chave.

Ele disse que passaria aqui por volta das 17:30, veio as 18:15. Quando liguei eram cerca de 15 horas. A espera foi longa, não queria correr o risco de ficar sem a chave do quarto.

Assim que ele entregou a chave fui ao Pingo Doce, e quando voltei os meninos já estavam aqui: André, 19, história da arte, português; João, 19, engenharia eletrônica, português; João, 18, direito, português e finalmente Juan, 21, não sei o que ele cursa (nem entendo nada o que ele fala) , espanhol.

André e Fábio me chamaram para sair com eles, acabei indo, saímos as 23. Fomos a casa de um amigo dele, conheci algumas pessoas legais lá, Sílvia, Mariana e Diogo, portugueses bem gente boa. Foi lá onde aprendi que em Coimbra se bebe com a mão esquerda, por “mão direita é pênalti” (se beber com a mão direita e cantarem essa música, você precisa virar o copo. Exceto na quarta-feira, que beber na esquerda que é penalidade). De lá partimos para a Sé Velha. Bebemos na rua até as 4 da manhã. Parece a Lapa, tem uns bares, as pessoas ficam pela rua bebendo e conversando. Tomamos um shot “daqueles” por 1‎€. Seguimos conversando.

Cheguei em casa, apaguei. Foi divertido.