#Coimbra170 Dia 022 (Lisboa)

Segunda, 03/10/16

O dia começou cedo e sem ressaca. Quem diria?

Pulei da cama do hostel as 9, tinha que fazer check out as 11, até poderia dormir mais, mas esse metabolismo ainda tava empolgado com a viagem.

Tomei uma ducha, separei minhas coisas e deixei a mochila na recepção. O Helder disse que poderia deixar as coisas lá, dar uma volta pela cidade e buscar quando fosse ir pegar o comboio.

Se no dia anterior o café foi super legal, o de hoje foi péssimo. Só gente da Ucrânia, Lituânia, e outros “ânia”. São muito frios, mal falam entre si. Um saco. Acabei passando o café todo de papo com o Helder, falando até do quanto o comportamento das pessoas varia de acordo com a nação que ela pertence.


Hoje não tinha muito a se fazer, faltava apenas visitar a Sé velha, o miradouro de Santa Luzia e o castelo de São Jorge.

Foi o que fiz, nessa ordem. No fim das contas o miradouro foi o ponto alto do dia. O Castelo me decepcionou um bocado, esperava mais dele, na realidade ele serve muito mais pra compor a paisagem vista dos miradouros do que visitar o próprio.

No fim do rolê turístico, decidi almoçar em um restaurante na rua São Paulo. No bairro alto, lá o menu almoço custou 12€, consistia de entrada, uma cesta de pães e torradas, o prato, bacalhau gratinado, uma taça de vinho a sua escolha e um café. Fiquei muito feliz com a surpresa. Foi a melhor refeição que já fiz em Portugal e em muito tempo. Conversei com o chef e tudo.

O bacalhau tinha uma camada de pão triturado com azeite e alho poró, ao levar ao forno essa camada fica muito perfumada, crocante e muito, mas muito saborosa. The wine cellar. Um must.

Após o almoço passei no hostel, peguei a mochila, tomei um café pela baixa e parti rumo a estação Santa Apolónia. Quando vi, já estava em Coimbra. Foi uma luta um pouco árdua porque estava com muito sono, se dormisse iria acordar só no Porto. Seria mau.

Cheguei por aqui, liguei pros meus pais e ainda encontrei o cara que comprei o sobretudo por 15€ e vim pra casa. Os garotos me receberam ao coro de “Brasileiro! Brasileiro! Brasileiro!”

Desfiz a mochila, me joguei na cama, não dormi, fiquei pensando nas coisas que vivi e o quanto eu tava feliz comigo.

Já houveram tempos ruins, hoje sei que sou minha melhor companhia.