#Coimbra170 Dia 031

Quarta, 12/10/16

Nem sei como acordei pra ir a aula hoje.

Por razões desconhecidas, lá estava eu, de pé, as oito e meia.

Me arrumei, passei a mão no guarda chuva e fui atrás do 24T. Cheguei na aula 7 minutos atrasado, isso é tolerável pra quem teve uma noite como a que eu tive, não?

A aula foi mediana, o ponto alto foi negativo, teve uma atividade em dupla e foi desastrosa, por diferenças linguísticas tomei um sacode do Belmiro. Tudo bem, pra quem já foi fadado ao fracasso tomar esporro na Europa é até um prêmio de consolação.

Depois de levar o esporro contei até dez e respondi a pergunta. É duro falar perante a turma onde os alunos ficam prestando atenção na forma que você se expressa, nas palavras que escolhe.

O acontecimento bom é que conheci uma menina, como chama mesmo? Joana! Confesso que tive que olhar na rede social pra lembrar, mas bem, ela é super gentil e ainda ficou de me passar provas antigas de Gestão da Qualidade. O ódio aos professores unem os alunos, tá aí: algo universal.

Voltei da aula, passei num mercado, já comprei cenoura ralada, tem sido meu jantar favorito. Salada de atum com salsa e cenoura. Almocei e o encosto do viajante não largou do meu pé. Fiquei no dilema de “viajar durante a latada ou não?” Acabei optando por ir pra Madrid hoje, voltar no sábado e prestigiar a famosa festa de batismo de calouros. Mesmo sem ser calouro, vou ver como é. História pra contar.

O Paulo dentre os “vou/não vou” acabou comprando os bilhetes comigo. Honestos 76,60€, ida e volta. Vamos hoje a noite, voltamos na sexta.

Estamos partindo pra estação de comboio, Coimbra B.

De lá, a próxima parada vai ser Madrid, Espanha.

Hoje eu vou romper mais uma barreira. Espero que seja legal e que o Paulo seja uma boa companhia.

As expectativas estão mais baixas que Lisboa, não dá pra comparar o sentimento de encontro comigo mesmo que ocorreu lá. Talvez isso até seja bom, surpresas boas muito me agradam.

Por enquanto é isso. Mochila feita, vou checar as coisas, tomar uns goles de vinho e dormir feito um anjo no comboio.

Arrisco dizer que deve ser mais calmo dormir sentado no comboio do que aqui em casa, vide o evento de ontem. Tragicômico.

Fim do mês um. O tempo não corre, voa.