#Coimbra170 Dia 032 (Madri)

Quinta, 13/10/16

Depois de longas horas no comboio, de desconforto e dor na lombar, cheguei em Madri.

Era de manhã e estava muito frio. Saímos do comboio, fomos em direção ao metrô. Pegamos um trem que fazia baldeação, o bilhete do comboio dava essa passagem de graça; chegamos na estação “Atocha”. De lá bastava pegar outro metrô até Anton Martín. A estação mais próxima do MAD Hostel, o vencedor do concurso de melhor custo benefício da cidade (na minha humilde opinião).

O fato é que a estação de metrô não estava funcionando. Fomos de ônibus até a rua do hostel. Um “problema” que tiramos de letra.

Largamos as mochilas na recepção, eram 10h, o check in começava só as 11. E lá fomos nós. A primeira surpresa foi a Plaza Maior.

A praça dá o tom vermelho à cidade. A propósito, não falei antes, mas ainda a tempo: Madri é vermelho. É Truman.

De lá, fomos ao Palácio Real, que fica ao lado de uma catedral enorme, do tamanho de um quarteirão, e com um parque incrível na mesma região.

O marco zero da cidade é um ponto turístico genérico, tem algumas ruas com comércio e restaurantes. Como um largo da Carioca. Só que você anda por lá e seu celular continua no bolso, ou na mão.

Madrid tem duas coisas que são notáveis além da arquitetura. Os cães e os artistas de rua. Cães de diversos tipos, raças, tamanhos. Todos muito educados. O artistas quase sempre estátuas vivas, das boas e músicas, jazz soul e bossa nova (pasme!) pelos parques.

O mercado de San Miguel é um passeio esquecível. Demos uma volta no mercado, que de mercado não tem nada. O espaço é um centro de gourmeterias gourmet. Só. Passei batido.

Almoçamos no Café y Tapas. Uau. 10,50 por entrada, prato, sobremesa e um chopp. Que entrada, que prato, que sobremesa. A entrada era uma salada mediterrânea, o prato um salmão dez de dez a sobremesa uma torta de tiramisu. Sensacional.

Na mesma tarde fomos ao Parque del Retiro. O maior parque que já vi na vida. E nem andei ele por completo. Lá dentro tem um lago com um monumento lindo, além das ruas do parque terem jardins diferentes. Fora o show a parte dos artistas que se apresentam por lá. Um must.

Dentro do parque tem também o Palácio de Cristal, que estava fechado pra uma nova exposição, mesmo assim, impecável.

Dando continuidade a maratona, fomos até um centro comercial no extremo oposto da cidade. Queria comprar um perfume que aqui em Portugal custa dezessete euros por 100mL. Lá na Espanha, nove e noventa e nove euros por 200.

Já era tarde, fomos ao hostel, fizemos check in as 21h e partimos pra rua. Era dia de comer tapas.

Decidimos ir ao Tapas e Cañas. (que é chopp em espanhol, uma caldereta). Deliciosos pedaços de pão tostados, com carnes, aspargos, presunto, mel, tem de tudo. Comemos dois tipos. O chopp ainda trazia um camarão empanado para petiscar. Muito bom.

Voltamos ao hostel, e aí foi banho e cama. Sem nem titubear. Menção honrosa pro chuveiro do hostel. Que ducha, amigos.

Deitei na cama, demorei a dormir por conta do falatório, mas conversei com uma menina da África do Sul que tava no quarto com a gente e com um cara da Austrália também. Essas conversas são muito legais.