#Coimbra170 Dia 086

Terça, 06/12/16

Acordei as 7, mas dormi de novo. Fiz questão de ficar na cama até as 11.

Acordei cedo porque estava preocupado. Mandei a preocupação dar uma volta.

Fui conversar com o Paulo, o cara da casa antiga, ele contou um papo torto, veio me cobrar 113€. Disse que não tinha, ele disse que a dona da casa ia “me obrigar” a pagar para cobrir os prejuízos dela.

Fui ao banco. O débito que ocorreu era da passagem de Praga pra Budapeste, minha e do Diogo, que passei no meu cartão e só debitou ontem.

Passei no “poupa tempo” na Loja do Cidadão, me informei. Tudo indica que o cara estava era querendo me dar uma volta, mesmo.

Voltei lá com uma cópia do meu contrato com o Diogo, ele fez uma nota dizendo que saí dia 5, mas disse que poderia dar problema pra mim. Disse que por mim, tudo bem. Canalha.

Cheguei em casa e almocei. Fiz a mochila. Vai ser louco viajar por 12 dias com 7 cuecas, 5 camisas, 2 calças. É parceiro, não tem espaço pra souvenir não.

De espaço, só na memória do celular, que ainda preciso descarregar pra caber fotos mil.

Aproveitei o dia e entrei no site para agendar a renovação do meu visto, que vence dia 24/01/17.
Surpresa: só tem data pro dia 20/02, ou seja, vou ficar “ilegal” por um tempo, sem poder sair do país, e quando ficar “legal” já vou direto pra casa. 97€ jogados ao vento.

Vou deixar pra me esquentar com isso quando voltar. No dia 18 eu resolvo. Dezenove, 18 é domingo. Deixa pra me estressar com isso depois, tenho até 24 de janeiro pra ficar em dia.

Eu estou indo pro banho, de lá, pego ônibus pro Porto as 21:30.
Vamos dormir no aeroporto.

O voo sai as 9:35. Não dava jeito de ir de ônibus ou trem de manhã com folga.

Vou comprar uma garrafa de vinho e me embriagar. Dormir feito um anjo no aeroporto.

Desculpe o descuido com o Medium todo esse tempo.
A minha sanidade mental não estava conseguindo lidar com as palavras.


Eu estou indo para 5 países os quais nunca fui antes.

Cruzar cada fronteira assusta. Assusta muito. Sou medroso.

Quando rompi a primeira fronteira, com 14 anos, saí do município. Aprendi demais, melhor fase da minha vida.

Com 23 saí do país. Tenho aprendido demais desde então. Foi algo jamais experimentado.
Paris e Madri me ensinaram muito. Me enriqueceram.

Espero que Bruxelas, Amsterdam, Berlim, Praga e Budapeste façam meu novo eu não caber na bagagem de volta ao Brasil.

Espero voltar maior, muito maior. Mais rico.

Espero conhecer coisas novas, culturas, sabores, lugares.

Espero que o meu novo eu seja mais calmo, paciente, melhor. Mais seguro de si, também.

Espero viajar de novo, com menos medo do mundo. Quero voltar cheio de histórias pra contar.

Espero que eu aproveite cada minuto desta oportunidade de ouro que estou tendo. Eu espero.

Espero que eu volte vivo, são e salvo. Espero rir de todo esse desespero pré viagem também.


Agora é hora de ir.

Banho caprichado, jantar o resto de macarrão, e rumo ao novo. Banho e refeição vão ser “luxo” em alguns pontos da viagem, melhor aproveitar.

Rumo a até então, maior aventura da minha vida.

Como bom ansioso que sou, mal posso esperar.

Até breve, Medium, te atualizo assim que possível.
Obrigado por tudo que você faz por mim, a cada o meu amor pelas palavras cresce. Incrível transcrever o poder que elas têm. Não dá pra transcrever o que elas transcrevem.

Ontem encontrei uma mensagem minha, pro meu eu do futuro, letras trêmulas, escritas no comboio de ida à primeira visita à Lisboa:

“Não limite o sentir. Liberte-se”

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