#Coimbra170 Dia 089 (Amsterdam)

Sexta, 09/12/16

Acordei, já estava em Amsterdam.

Depois de ter confundido todas as cidades, que ironicamente terminam em “dam” e acordar mil vezes, finalmente estava na certa.

Na estação de trem/metrô/ônibus onde deixamos o nosso ônibus, fomos super bem recebidos.

A Holanda tem uma ótima estrutura e a recepcionista do guichê de informações foi muito gentil e falava inglês muito bem.

Compramos um passe de 72h para transporte, e fomos em direção ao hostel.

Pegamos o ônibus informado e chegamos muito facilmente.

Fazia frio, mas a onda era boa. A cidade tem um ar meio nublado, com muita neblina. Cheia de bicicletas, lotada, é preciso ter cuidado para atravessar.

Pessoas de diversas cores e raças. Diferente da Bélgica, onde não vi negros, na Holanda você via, e não era só no caixa do supermercado.

Quase todo mundo fala inglês em Amsterdam, quem não fala,pelo menos é simpático.

Deixamos as mochilas no hostel e pegamos o tram para o centro, cerca de 10 minutos, no máximo.

O serviço de tram é muito bom, nos pontos tem o tempo que falta para a chegada deles, sem falar que são um charme, mesmo sendo altamente tecnológicos. Aquela voz eletrônica sempre te lembrando de fazer check in e check out com o seu passe em holandês e em inglês.

Chegando no centro fomos tomar café num mercado, o Albert. Que mercado maravilhoso.

Padaria enorme, propícia pra tomar café mesmo, lá fui logo puxando assunto com a moça do balcão, a Sra não falava muito bem inglês, mas era boa vendedora. Foi com jeitinho me dizendo do que cada doce/salgado era feito, pedi sugestões típicas, acabei comprando um salgado com recheio de carne de porco, um croissant e um doce, que vem a ser um biscoito amanteigado, com recheio de limão e castanha. UAU.

Se o amor tivesse um gosto, ouso dizer que teria este sabor.

Dali, já sentíamos a vibe do lugar. Nublado, frio, desenhos de folha de maconha em cada esquina.

Fomos a estação Central, que é enorme, a praça Dam, que é a praça principal da cidade.

Nessa praça, acabamos resolvendo fazer um walking tour.

O guia era um português muito gente fina, morava lá fazia alguns anos, mas era novo no ramo, fazia tour apenas a 2 semanas.

O cara gentil, foi guiando ora em português ora em inglês, devido aos outros que foram conosco.

Passamos pelo palácio real, este que é estruturado sobre três mil e quinhentos troncos de árvore que o mantem sob terra. A cidade deveria ser toda sob a água. Viva a engenharia.

O guia contou que as casas hora ou outra envergam, e que quando ampliaram a linha de metrô algumas inclinaram até trinta, eu disse 30 fucking graus.

Ele contou também que as casas sempre tem um ar parecido, que mantém uma palheta de cores que dão tom a cidade, mas nunca, nunca são iguais.

Cada uma tem sua particularidade. Cores, texturas, arranjos. Nunca mais altas que 4 andares.

A cidade é um aconchego.

Ele também nos deu dicas de onde consumir um bom sanduíche. Mais tarde passaríamos no BullDog.

Passamos pelo RedLight District, a região da cidade onde tem aquelas vitrines com as profissionais do sexo, atrizes, sempre com um ar sexy, quase sempre vulgar. Lá não pode fotografar ou tirar foto, cafetões vigiam os clientes. Se você for pego tirando foto, reza a lenda, segundo o guia, que eles te fão um esporro e apagam as fotos do seu celular. Ou apagam você. Não sei ao certo.

O curioso é que a maior e mais antiga igreja da cidade é rodeada por estes prostíbulos. Sim.

É. Na Holanda eles pregam o respeito. Tudo bem as meninas fazerem o que fazem e os padres rezarem as missas, cada um no seu quadrado. Se isso não é país desenvolvido, eu francamente não sei o que é.

Demos uma volta pela cidade, voltamos ao hostel pra fazer o check in, tomei uma ducha e rua de novo!

O mais legal pra mim, é que Amsterdam não é sobre um monumento, ou qualquer outro ponto turístico, a atmosfera da cidade é algo muito particular.

O clima é gelado, a cidade tem uma névoa, densa, mais de mil e quinhentas pontes, segundo o guia português, a cidade plana, o centro se encontra com o rio a cada esquina. Bicicletas, meus amigos, muitas bicicletas, número maior que o próprio número de habitantes. Educação, respeito. Eu me apaixonei pela atmosfera.

Lanchamos em uma espécie de confeitaria, comi um salgado de frango e um bolo de Oreo. O frio apertou, pegamos o tram direto pro hostel. Direto pra cama.

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