#Coimbra170 Dia007

Domingo, 18/09/16

O primeiro domingo nas terras lusitanas foi bem monótono.

Acordei, decidi que iria colocar as roupas para lavar, e foi o que fiz.

Assim que chegou a minha vez de usar a máquina da dona Fátima, coloquei as roupas, e as pus no varal.

Fiz o almoço, o tradicional macarrão com “chouriço”, bateu aquele sono e tirei um cochilo.

Quando acordei a casa estava vazia, a dona Fátima tinha dito na noite anterior que iria ao aniversário de alguém.

Passei o dia no quarto, liguei pra Lívia, pra Ellen, pro Renan e pra vó Iú.

Falar com a Lívia foi muito importante, ela me acalmou muito. O tempo “ocioso” me deixa um pouco triste e com saudade de casa. Mais uma vez, obrigado, Internet, sem você não seria possível falar com a minha irmã daqui, afinal.

Depois liguei pra minha avó. Nunca tinha sentido saudade dela antes. Senti.

Liguei, liguei e disse que estava com saudade, disse mesmo. Era o que eu sentia. Eu nunca fui assim tão próximo da minha avó. Coisas da vida. O fato é que daqui eu vi que o amor se manifesta de formas muito diferentes, nem sempre faz sentido. Também não é preciso concordar em nada com alguém para amar o outro. É ou não é um sentimento inexplicável?

Pouco antes de deitar conheci o hóspede novo da casa da dona Fátima, Gerome, um cara suíço, de uns 30 anos que vive em Portugal faz uns 20 anos. Engenheiro “biológico” mas que cansou de trabalhar por amor, segundo ele, e agora trabalha empreendendo e vendendo carros, “é o que dá dinheiro” ele disse. Foram alguns minutos de uma conversa agradável.

O dia foi monótono e bem lento. Como um domingo costuma ser.