Guns N’ Roses tem razão!

Quando Axl Rose, se juntou ao Slash e ao Duff para escrever Civil War, certamente nem ele, nem seus parceiros de Guns N’ Roses pensaram sobre o Brasil à medida que desenvolviam a letra de mais um de seus sucessos.

Porém, ao prestar atenção na letra da música, pode-se pinçar algumas frases que se encaixam perfeitamente à realidade destas terras tropicais.

Por exemplo, o trecho “Veja seus jovens lutando, vejas suas mulheres chorando, veja seus jovens morrendo…”, pode ou não ser aplicado ao escandaloso número de homicídios que acontecem neste país, notadamente de homens jovens? Nós não estamos em uma guerra civil declarada, mas os números de homicídios superam as mortes de países em guerra. Uma estatística vergonhosa.

A mesma frase se aplica à guerra pelo comando do tráfico de drogas, onde jovens perdem suas vidas e deixam mães chorando pela perda dos seus filhos amados. Sem falar do número de inocentes mortos por balas perdidas ou simplesmente por ações de “bravura” dos soldados do tráfico.

Há o trecho que fala em “…Eu não preciso de sua guerra civil, ela alimenta os ricos e enterra os pobres, você tem fome de poder…”. No Brasil, falar que ricos se alimentam enquanto pobres são enterrados não é novidade para ninguém. As diferenças sociais se agravam a cada crise. Os momentos de melhora são curtos e não permitem que os mais pobres evoluam de forma satisfatória. Nossas mazelas são muito duras com quem não tem recursos. A falta de perspectiva é cruel porque rouba a esperança e faz com que a pessoa acredite que sofrer é algo normal, que é uma sina ou, quando a fé for embora, acha-se que se trata de um “castigo de Deus”.

“…Veja os líderes que temos seguido, veja as mentiras que temos seguido…”. Percebo como uma frase escrita para descrever o que se passa em Brasília, onde nossos “líderes” tentam nos ludibriar com suas mentiras espalhadas aos borbotões. Cuidam de seus próprios interesses inicialmente, se sobrar um tempinho, talvez pensem no povo. Brasília é uma mentira que insiste em fazer de nós palhaços pagadores de impostos.

Por fim, “…Minhas mãos estão atadas, os bilhões passam de um lado para outro…”. Quem de nós, em algum momento, não se sentiu de mãos atadas perante toda a roubalheira que acontece no país? Sempre soubemos que a roubalheira acontecia neste país, mas não sabia que a coisa chegava à casa de bilhões, muitos bilhões. Estamos diante da necessidade de uma mudança urgente, que precisa passar necessariamente de uma atuação firme da justiça, já que não são nossos políticos que vão resolver nossos problemas.

Tomara que, assim como a música tem um fim, nossas guerras também cheguem ao fim. Temos que ter esperança, porque se a perdermos, sem sombra de dúvida, chegaremos ao fim do país do futuro.

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