Eduardo Sona
Feb 24, 2017 · 1 min read

Ótimo texto e triste realidade. Tenho 55 anos, 34 como jornalista. Quando comecei não havia internet, blogs, startup e muito menos redes sociais digitais, só as reais. Para iniciar na carreira ou você tinha “QI” (quem indica) ou se sujeitava a começar de baixo, ganhando pouco, mas aprendendo com os mais experientes.

Fiz vários estágios pelo CIEE para ganhar experiência e aceitei trabalhar em várias redações em troca de conhecimento. No final fui recompensado com uma carreira excelente.

Hoje, ao entrevistar os arrogantes recém formados — que não sabem nem escrever o nome corretamente — a primeira pergunta que fazem é quanto vão ganhar e quais os benefícios. Esquecem de que é a experiência acumulada que propiciará melhores salários. Eles se julgam “os espertalhões” enquanto têm a certeza de que vc é “o otário ultrapassado”.

Já as empresas, que não são nada idiotas, se aproveitam justamente dessa arrogância juvenil para explorar os espertinhos oferecendo “vidrinhos coloridos” ou “espelhos”, no melhor estilo de Cabral.

Assim, a vida segue em terras “brazilis” com um monte de cacique se formando e já querendo mandar em alguns poucos índios…

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