Felicidades

El contacto inesperado del vello de un turgente brazo masculino acreditó la presencia física, hasta entonces sólo olida, de alguien e intensificó su deseo enormemente. Otra mano, suave, deliciosa, ajena a ese brazo, surgiendo de la nada, palpó entre sus piernas mientras el aliento intenso de una boca carnosa se aproximaba de inmediato a la suya, trasmitiéndole la súbita necesidad de un beso…

Existem três tipos de felicidade: a negativa, a aristocrática e a democrática.

A negativa é a que surge somente quando passamos de uma situação “-1” para “0”. Por exemplo, quando nos curamos de alguma doença (“-1”). Não somos normalmente felizes e gratos pela nossa saúde (“0”) de cada dia. Apenas nos lembramos dela quando a perdemos (e, portanto, ficamos felizes quando a recuperamos). Neste tipo de felicidade está a maioria das coisas que o dinheiro pode comprar ou pelo menos facilitar.

A aristocrática tem a ver com nossa sociedade de consumo e com nosso desejo de excluir e humilhar. Você pode ter ganho na Mega-Sena hoje mas se for morar no condomínio do Bill Gates, cheio de milionários muito mais milionários que você, a comparação te fará sentir miserável. Você seria muito mais feliz sendo pobre e vivendo entre os de mesma condição. E imensamente mais feliz sendo classe-média-baixa e vivendo entre mais pobres. É o retrato não apenas da nossa “zelite” como da cultura ocidental em geral. Alguém já dizia que ricos são pessoas que possuem mais das mesmas coisas. Um relógio é um relógio, seja um Technos paraguaio, um Rolex ou 50 deles. Um Fiat 147 é tão “carro” quanto três Ferrari e dois Lamborghini. Não invalido, com isto, as benesses de ter algo mais bem acabado. Discuto apenas o tipo de felicidade que advém disto.

Finalmente a felicidade democrática é aquela que aparece como resultado de coisas que realmente valem a pena! Um bom relacionamento (amoroso ou fraterno). Um caráter íntegro. A honestidade. São todos acontecimentos que você pode ter sem excluir a possibilidade de seu vizinho ter também. São todos acontecimentos que dependem mais de você consigo que de fatores externos (inclusive o amor!).

Nossa cultura é opressiva. Dependemos do social - do que pensam da gente, dos valores que nos forçam goela abaixo, dos bens que possuímos. Pra ser feliz espelhe-se num passado não muito longínquo: assista menos TV, leia menos jornais, informe-se menos. Por “menos” entenda “com maior qualidade”.

Fortaleça sua hombridade, reconheça os interesses do grupo como superiores aos seus, reavalie sua Moral (e não a que te impõem).

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