Manhê, tô aqui!!

Pedi a um amigo que lesse algumas coisas.

Um amigo que desconhecia qualquer texto meu, de qualquer tempo, mas que ficou me perturbando por semanas quando eu brinquei a respeito de estar escrevendo:

“SEU LIVRO

Eu já sabia que você era inteligente, mas lendo seus textos só reforçou o quanto você é muito inteligente e criativo com as ideias e as palavras. Não aquele “inteligente nerd”, que só sabe de tudo e tal, mas aquele que se utiliza dessa qualidade para entender, discutir, questionar, ironizar, etc e consegue deixar interessantes no papel fatos corriqueiros do dia-a-dia.

Bom, para mergulhar nele, armei-me com um Dicionário da Língua Portuguesa e o meu bom e velho dicionário Oxford escolar português-inglês. Além, é claro, das pesquisas no Google e no YouTube de pessoas, músicas, letras de músicas, etc.

Você escreve impecavelmente bem e é gostoso de ler. Domina bem a língua portuguesa. O seu primeiro texto, Castilhosidades, foi o que me deu mais trabalho para entender, me senti um verdadeiro ignorante! Depois de ler várias vezes e saber o sentido de várias palavras, achei que ele é meio auto-biográfico. Aliás, o seu livro todo é assim, auto-biográfico, afinal se trata de relatos de fatos do seu dia-a-dia. O que me chamou a atenção e mais gostei também foi sua postura perante esses pequenos e bôbos fatos, onde você questiona, critica, debocha, disseca, enfim, acaba dando uma “mexida” no leitor. Em alguns casos chega a incomodar, como se “chaqualhasse” o leitor. Como em Rehab: “Sou a testemunha incômoda…”. Você deixa bem claro nas suas crônicas uma visão/sensação realista, crua e até muitas vezes dura da realidade, sem enfeites, sem “photoshops”. Ao mesmo tempo, eu adorei o bom humor nos textos e poesias: I fucking love Science (Muito bom!); Textículo; Foi uma noite difícil (Ótimo); Kill me, please; Poetinha (SUPIMPA!); SAC de Jesus; Alguém como tu; Cathedral song. Você tem a capacidade de transformar atos corriqueiros em textos bastante interessantes! Alguns (O tanino; O que significa?) eu fiquei na dúvida, não entendi. Acho que não sou suficientemente inteligente para entendê-los. Também achei bem original e criativo a construção da crônica através de letras de músicas para definir uma experiência: Feedback song for a dying friend. Bom, eu gostei de tudo! Você é um escritor/poeta! Penso que você tem bagagem suficiente para fazer muito mais. Não estou sendo puxa-saco não, tá?! Agradeço por você ter me dado esse privilégio de ler suas crônicas.

Esse material é pouco para um livro, teria que ter pelo menos o dobro.
Ficou uma pergunta. Você já teve/tem depressão? Descrença por causa de uma doença? Ou é só o seu-lírico?”

Amigo, né? Continua não valendo muito (ainda menos se escreve “chaqualhasse” e “bôbo”). A verdade é que não tenho qualquer pretensão ou ilusão sobre virar escritor. Só que a Mãe insiste em dizer pras tias e primas que eu “escrevia” muito bem “quando era pequeno”… sem saber que eu continuei escrevendo pelos cotovelos a vida toda. É melhor que falar pelas costas! Então achei que seria um presente bacana aparecer um e-bookzinho meu bem bonito no e-leitorzinho dela…

… e dobrei o material.

Manhê, tô aqui!!

(Ao amigo: me desculpe a brincadeira e muito obrigado pela ajuda!)