Não é porque eu tô por fora…

Fernanda Torres opiniou sem “saber” (no sentido de conhecer a fundo) sobre o feminismo. Foi defenestrada e fez um mea culpa simpático, até.

Depois veio Glória Pires comentar na transmissão dos Oscars, sem “saber” (no sentido de ter assistido aos filmes). Foi zoada e fez entender que topou a brincadeira, inclusive faturando com camisetas estampando seus bordões.

Hmmmm… e agora? Será que eu posso opinar?

Porque há toda uma turma contra a primeira e a favor da segunda: a turma do “só fale se tiver certeza!”… Mas por quê?

Não sou pago pra opinar, seja na TV ou em coluna de jornal! Se fosse, concordaria: no mínimo admita seu grau de (des)conhecimento antes de falar abobrinha. Mas tô aqui de grátis, falando pra quem quiser ouvir (porque pra ler “textão” o povo tem que abrir o link…) e por isso não devia me sentir pressionado a exibir um título de Doutor antes de comentar quaisquer assuntos. Então, resumindo, o negócio é o seguinte:

- Se foi pago, saiba do que está falando. 
- Se não foi, pega leve. 
- Se não curte indiretas via internet, saiba que isto não o é. Você não me lê, so what would be the point? Apenas estou sendo educado em não divulgar seu nome “pelas costas”, o que é muito diferente.

E nem era um texto sobre indiretas e pessoas - nem sei sobre o que era! Começava com política (os mais novos absurdo de todos os nossos governos), passava sobre religião (os infinitos améns das primas e tias no grupo do WhatsApp)…

… raça (o povo criticando/defendendo a coisinha que vestiu jaqueta de couro e levou o de figurino), sexualidade (conformidade de gênero, direito ao aborto), o Victor malvado com o Walder bonzinho…

… mas percebi que chegou a hora do almoço e que meu mal era fome.

(Eu tive um sonho bom e acordei sorrindo)