Por que escrevo?

Porque aconteceu alguma coisa, porque não acontece nada, porque pensei n’algo inteligente, porque me divirto sendo idiota, porque me encontrei com alguém, porque me encontro, me perco, porque acordei, porque não queria dormir, porque há quem goste (“… conheci poucas pessoas — poucos escritores — tão criativos a usar a língua e o mais difícil: brincar com a língua sem a ferir”), porque me faço entender, porque não me entendem, porque ninguém lê, porque gosto do palco, porque gosto da coxia, porque me distrai, porque me foca, pra fingir que estou trabalhando, porque é lazer, porque faço amigos, porque não sei conversar, porque combina com a canção, é bom para o moral, porque baixa a musa, porque precisa hábito e o Srinivas mandou, porque quem manda aqui sou eu, pois é bonito, também pode ser feio, por não ter nada melhor pra fazer, porque há pouca coisa melhor de se fazer, porque hoje é sexta-feira, porque hoje é segunda, terça, quarta, quinta — e às vezes sábado ou domingo, por fama e fortuna, porque não custa nada, porque alivia, conforta, esclarece, organiza, porque vem, porque sim.

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.