S14E12

No day but today

Ao final de 2016 — não antes — encontrei alguém.

Naquela noite (ou tarde ou dia, não me lembro) eu procurava apenas pelo que não passaria do ordinário.

Nada mais.

Porque eu não tinha paciência pra usar o website arcaico, migramos pros telefones. Conversamos.

A partir de então foi extraordinário.

Logo descobrimos que não éramos estranhos embora não tivéssemos trocado mais que umas palavras, há muitos anos. Mundo MUITO pequeno, concordaria você… Tão pequeno e tão veloz que até aceito que eu não soube como agir.

Pra que magoar alguém hoje se não passaria de uma conversa?
Pra que magoar alguém hoje se não passaria de amizade?
Pra que magoar alguém hoje se não passaria de um encontro?

Tão logo uma pergunta se formava, eu já me encontrava na seguinte. Então, na correnteza, parei de lutar: levantei meus bracinhos e me deixei ir. Torcendo pra não me chocar com muitas pedras. Mas pedras existiam. Não… pedras, não…

… mágoas.

E outras respostas ainda haviam que ser dadas.

O que quero?
Ao que renuncio?
A quem decepciono?

E se, depois de tudo isso, eu me encontrar irremediavelmente sozinho?

Ao final de 2011 me joguei numa aventura já imaginando seu fim. Arrisquei, apostei e em grande parte fui feliz.

Fui?

Desta vez é o contrário. Não entendo, não questiono, não prevejo.

Eu vou.

Like what you read? Give Eduardo de Souza Caxa a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.