
Posso dizer isso?
O ex tá bonito. Mais bonito do que me recordo ser, quando nos conhecemos. Ou era eu que não lhe prestava atenção.
Pode ser externo…
Por fora, bela viola. Teve tempo pra se curar do bolor interno, mas… Talvez o externo seja esse primeiro passo.
Posso imaginá-lo com alguém.
Voltando a acreditar que é possível. E que é merecedor. Que pode ser admirável, companheiro. Fiel? Não lhe conheço tão bem assim.
Poderíamos ser amigos!
Mesmo sem tantos gostos em comum, hobbies em comum... Somos duas pessoas! Como tais, sempre diferentes umas das outras — o que é muito do que nos atrai. De maneira que pra amizade basta uma dose de afeição.
Devo entender o que li, entretanto.
Que nos prendemos ao outro por querermos validação de que fomos importantes. Que, portanto, o somos. E que poderíamos vir a sê-lo, novamente, pra outrem.
Deveria, então, não pensar nele?
Deixá-lo seguir com sua vida. E eu com a minha, já sabedor de que valeu enquanto durou. De que eu valho.
Deveríamos ser mais generosos…
Perdoarmos e nos crer perdoados, honestamente. Se não sempre, mais vezes. Mais ainda em relação a quem amamos (no pretérito, no presente).
Devo mencionar, contudo e divertido, que não falo de quem pensam!
Eu torço, eu mudo, eu invento. Mas o que escrevo não importa de verdade — me fascina, isso sim, o que aí leem!
