Eleições 2014 e a autoeducação

Recentemente iniciei uma série de artigos sobre autoeducação. Faço uma breve pausa na sequência; não saindo do assunto, mas fazendo um paralelo com um tema bem atual: as eleições de 2014. Em um mês iremos às urnas para escolher quem presidirá nosso país pelos próximos quatro anos. Infelizmente, muitos votarão pensando no indivíduo, e não em suas ideias.

Cenário Eleitoral: uma metamorfose ambulante

As eleições pareciam decididas até o dia 13 de agosto. Dilma Rousseff venceria com folga, embora houvesse uma nanica chance de Aécio Neves desbancá-la. Nesse fatídico dia, a história do país mudou: morreu Eduardo Campos, candidato praticamente inexpressivo à presidência.

Uma vez que o brasileiro adora uma história do tipo, santificaram o homem, como de costume. A maior parte do país diz “morreu o candidato que receberia meu voto”. Ainda não encontrei UMA pessoa que soube me responder, após dizer essa frase, quais as ideias do candidato, quais os planos que ele possuía ou sequer qual ideologia ele seguia e o que ela poderia resultar no nosso país.

A verdade é que o povo mente. Agora que o candidato morreu e foi publicamente feito de bom moço (me desculpem, mas não consigo considerar um socialista não-idiota-útil uma pessoa boa), repetem essa história e ganham ares de intelectualidade e consciência política. O problema é que o povo acreditou na própria mentira: agora a Marina, perigo ainda maior do que a Dilma, lidera as pesquisas (e ai de quem perguntar para seus eleitores quais são suas propostas).

E a autoeducação? Como o conhecimento poderia nos ajudar?

Arrisco dizer que esse é o preço que se paga pela ausência do culto à autoeducação. Quanto menos um indivíduo sabe, mais ele dá palpites infundados. Em um país de pessoas estudiosas, esforçadas e cultas, não cometeríamos algumas gafes, como:

  • Reclamar do peso dos impostos e procurar reduzi-los votando em partidos que dão prioridade a inflar o Estado, aumentando os impostos;
  • Reclamar do preço dos produtos no mercado e tentar consertar votando em partidos intervencionistas, que causarão mais inflação e maiores preços;
  • Procurar uma mudança na política votando em mais partidos de esquerda. Querer algo novo usando mais do mesmo.

Quer provas do papel da educação nas eleições? Vejamos os infográficos (1) cedidos pelo G1. Primeiro, vamos considerar que uma pessoa que não completou o ensino médio costuma estudar menos do que uma pessoa que fez ensino superior. Além disso, lembremos que a maioria dos estudantes e dos formados do ensino superior não são adeptos da autoeducação; em geral, apenas estudam o que precisam para exercer sua profissão e pronto. Vamos ao gráfico:

Fonte: G1. Link: http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/1.html. Acesso em: 11/09/2014

A presidente Dilma Rousseff mantém, desde o dia do acidente, uma intenção de votos constante em todas as escolaridades. Predomina justamente qual escolaridade? Ensino fundamental. A maioria dos eleitores do PT não fazem ideia do mal que estão alimentando. É aí que mora o perigo: obrigamos, de quatro em quatro anos, que pessoas totalmente alheias à política decidam o rumo de um país. O que isso pode causar de ruim? Oras, olhemos para os últimos doze anos! É desnecessário qualquer adendo.

Nem tudo são flores, até na boa escolaridade

Conforme o indivíduo progride academicamente sem que a inteligência e a autoeducação acompanhem, ele percebe que algo está errado, mas não sabe como resolver. É então que percebemos a forma como vários “indecisos” tiraram os votos de Aécio Neves e dos outros candidatos (não mostrados no gráfico) para empregar na Marina Silva, seguindo a tendência tão falada nas ruas. O que a maioria não cogitou é que talvez a candidata do PSB seja uma escolha pior ainda. Já imaginou?

Convido o leitor a analisar os gráficos no link original (1). Perceba como se comportam as intenções de voto segundo a idade e a renda. Não entrarei em detalhes, pois não é o foco do artigo, mas é realmente esclarecedor. Recomendo!

Nessas eleições, seja responsável. Será que os partidos e candidatos que estão aí realmente representam o melhor para o nosso país? Estude mais, pense mais. Procure a versão da história a respeito. Tente entender o mínimo de economia. Desenvolva, nem que em um nível básico, sua filosofia. Lembre-se que você está fazendo o futuro e, pelo menos a maioria da população, está construindo errado.

(1) Eleições 2014: http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/1.html

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