6 dicas para Pais de “Primeira Viagem” (como eu!!)

Direto eu leio dicas de um monte de coisas….. acredito que as dicas ajudam de uma forma rápida e prática aqueles que buscam algum conhecimento rápido ou focado na resolução de um problema.

Vou contar uma história…..

Minha filha nasceu faz 40 e poucos dias. Me preparei “pacas” para ser pai e este nascimento foi sem dúvida fruto do amadurecimento da relação com a minha esposa. Mas quando digo que me preparei quero ser mais específico: li um monte de livros cujos títulos são os “top sellers” do segmento, portanto quem já foi pai ou vai ser, certamente já os leu.

Misturando na minha cabeça o que eu li e o que estou vivendo no dia-a-dia com a minha filha (tenho a sorte de ter tempo de acompanhar minha filha recém-nascida), consegui resumir em 6 dicas o que acredito ser “boas práticas” com um filho recém-nascido. Vamos lá:

  1. Converse muito com o bebê
  2. Seja compreensivo e atencioso com a mãe
  3. Ajude nos temas básicos da casa (refeições, organização, limpeza)
  4. Dê muito carinho para o bebê e para a mãe
  5. Aceite (ou peça) ajuda
  6. Escolha bem o pediatra

1. Converse muito com o bebê: parece meio loucura, mas eu trato minha filha como se ela entendesse tudo. É óbvio que ela não entende minhas palavras, mas é impressionante a responsividade dela em relação à forma com que estou falando. Então eu converso a beça com ela, pois sinto que a acalma! Tem várias vezes que ela chora, chora, chora e, no colo conversando, ela vai se acalmando, acalmando até descansar. E com o tempo você realmente entende os significados dos choros (a linguagem do bebê). Ah…um ponto importante: eles sentem se você está nervoso ou não. Portanto, manter a calma é essencial para quando falar transmitir a tranquilidade que a criança precisa sentir. Sem falar nas vezes que acabo até cantando para ela, principalmente no finzinho do dia (tipo 18hs), quando ela começa a ficar cansada, choraminga e eu canto “eu sofro sim….estou sofrendo…” minha versão de “eu bebo sim” para o público recém-nascido (hehehehe).

2. Seja compreensivo com a mãe: a maternidade é uma montanha russa de emoções e sentimentos. A mãe, ao mesmo tempo que está radiante com o amor incondicional ao filho, sente angústias fortes e sofre (sofre muito) por qualquer detalhe que não vá bem com o filho. Há momentos de alegria, que cinco segundos depois se transformam em lágrimas de preocupação e dúvida se ela é uma boa mãe e está fazendo o melhor para o bebê. Minha dica: mantenha a serenidade, escute, não precisa dar a solução, mas coloque seu ponto de vista (em geral mais lógico) sobre o tema em questão. E reforce um ponto básico: a vida do bebê recém nascido é muito difícil (mas no bom sentido), tudo é aprendizado, ele está aprendendo a respirar, aprendendo a digerir o leite, aprendendo a arrotar, aprendendo a dormir, aprendendo a tomar banho, aprendendo tudo. Não somos girafas que nascem já correndo pelas savanas. Portanto, o período pós nascimento é aprendizado para o bebê e para os pais, por isso é um período “difícil”, mas extremamente rico para o vínculo entre o bebê e os pais.

3. Ajude nos temas básicos da casa (refeições, organização, limpeza): aqui é fundamental que a casa continue “rodando”. Dá mais trabalho tendo um “serzinho” demandando você o tempo inteiro, mas a demanda é maior pela mãe por motivos óbvios. Então ajude indo no supermercado, pensando nas refeições, lavando roupa, checando estoque de fraldas, preparando o banho do bebê, etc. Numa sociedade ainda com viés machista, é difícil ver quem efetivamente assume uma atitude de ajudar em casa sobretudo neste momento em que o bebê chega em casa. E lembre-se, a mãe já faz a maior parte do cuidado com o bebê, portanto nada mais justo que ajudá-la nos temas básicos da casa.

4. Dê muito carinho para o bebê e para a mãe: busque aproveitar este início para ter seu filho no colo e dê muito carinho, palavras afetuosas, beijos, sorrisos, tudo isso constrói uma “matriz afetiva” com seu filho que ficará marcada na alma dele para o resto da vida. Há vezes em que ele chorará quase que infinitamente, mas ao aguçar sua percepção carinhosa, você verá que muitas vezes a fralda não está suja, ele não está com fome…. ele só quer um pouco de carinho.

E óbvio, sua relação com sua esposa evoluiu. Agora ela é mãe. Mas ela não deixou de ser sua esposa. Tenha atitudes e palavras carinhosas. Como comentei anteriormente, este período é muito intenso para a mãe. Ao sentir o carinho do marido, boa parte da insegurança deste momento de vida é minimizada. E não esqueça de que o sexo também é carinho. Só tome as precauções para não vir uma gravidez na sequência. Pelo menos na minha opinião, vale a pena esperar mais um pouquinho até vir um próximo filho.

5. Aceite (ou peça) ajuda: acho que é quase unanimidade de que a ajuda da sogra neste momento é essencial. Vou te falar…. É muito essencial! Sua casa e sua rotina viram de ponta cabeça e do nada você tem um serzinho que depende 100% de vocês (ao menos neste início). A sogra (pelo menos é esta minha experiência), traz dicas valiosas, ajuda a ficar com o bebê nas horas em que você já não consegue encontrar posição do colo que acalme a cólica e ajuda muito com os temas básicos da casa. Sem falar que a sogra pode ter boas conversas femininas entre mãe e filha e neta.

6. Escolha bem o pediatra: na realidade, este texto deveria ter apenas 5 dicas, mas semana passada indo pela 2a vez na pediatra percebi o quão importante é ter alguém em quem você confie e tenha uma maneira de cuidar do bebê muito semelhante à sua. Eu e minha esposa queríamos alguém assertivo e que ficasse num equilíbrio saudável entre cuidado e preocupação. Ou seja, nem alguém muito “noiado” nem alguém que mandasse esperar que a lua mudasse para que a criança melhorasse de alguma dor. Vale também ver a acessibilidade do profissional pois tem horas que você quer somente tirar uma dúvida rápida (em geral a dúvida é da mãe, mais preocupada que nós pais!)

Espero que tenham gostado das dicas e que elas ajudem de alguma forma os pais de primeira viagem! Até a próxima!

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