Por que crescem os negócios por pares?

Modelo das empresas de economia “solidária”, capitalismo social ou como se queira chamar.


Serviços como Airbnb, Spinlister e tantos outros têm crescido por uma questão menor de genialidade do negócio ou consciência das pessoas. Estão em pleno desenvolvimento porque a economia apenas parece que vai bem. As pessoas têm menos apego às coisas porque querem fazer dinheiro, não tanto porque preferem fazer o bem para a humanidade.

O que interessa é o fenômeno por trás deste novo modelo de vida: talvez já não haja mais toda a pressão por ter, outrora aplicada de pai para filho como se fosse a única solução para angústias inerentes ao ser humano e seu convívio em sociedade.

No momento em que for possível financeiramente e razoável obter uma Ferrari por uma semana, hospedar-se em uma mansão à beira mar por alguns dias… então muitos pertencentes da classe média estarão satisfeitos com seus outros 300 e alguns dias sem este luxo.

Deste modo, não precisarão endividar-se para ter um carro bem abaixo do conforto de uma Ferrari, mas que dá uma sensação parecida. Será desnecessário sonhar com uma viagem em 10 vezes no cartão para um lugar que nem perto chega de um resort daqueles de filme.

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A grande questão é o uso. Pessoas com dinheiro para manter uma Ferrari ou uma mansão na beira da praia não utilizam este luxo por mais do que algumas semana no ano, na maioria dos casos. Há, inclusive, aqueles que não desfrutam por estar trabalhando para manter o nível de vida. E este é o ponto chave. Que tal trabalhar um pouco menos ou por melhores propósitos e ter tempo para utilizar mais o que se tem?

A economia solidária, ou como se quiser chamar, pode ser uma boa alternativa para pagar despesas de manutenção e aproveitar mais o que se possui. Caso passe a ser encarado como um modelo aplicável para qualquer tipo de bem e indistintamente entre ricos e pobres, então teremos uma nova sociedade.

O que importa é o crescimento deste modelo por outras ramificações. Com novos objetivos mas efeito parecido, exemplos como o da Yerdle estão a passos de conscientizar as pessoas, de trazer novas possibilidades para obter o que se precisa. Ao mesmo tempo, proporciona satisfação por conseguir promover trocas justas.

E quando se observa a Uber unir qualidade e agilidade no atendimento de uma necessidade tão banal, porém essencial ao desenvolvimento social moderno, percebe-se que partilhar equipamento poderá ser a única solução para o transporte coletivo (ou individual mesmo).

É bom verificar uma valorização deste novo mercado. Prova que empresas podem ganhar dinheiro por comissão, promover igualdade de oportunidades, mudar mercados e eventualmente deixar as pessoas mais felizes.

O que você acha? Concorda que é salutar o crescimento desta “nova economia”?