***Invisíveis uma ferida exposta na cidade de São Paulo***

Uma análise sobre a crescente população de rua em SP.
 Por: Edmundo.P

São Paulo capital financeira do Brasil, população estimada em 21 milhões de habitantes.
 Uma cidade que nunca dorme, negócios, vida noturna, transito um frenesi desvairado.
 Em meio a esse caos urbano está lá a olhos nus o maior problema social, que nossos governantes ignoram a crescente população de moradores de rua em situação desumana.
 
 O numero atual é de cerca de 15.905 moradores de rua 10% a mais do que a quatro anos , fonte (Fipe/Usp -*Fundação Instituto De Pesquisas Econômicas*).
 Diante deste problema encrustado no maior centro financeiro da América Latina , estão lá quase que imperceptíveis pessoas seres humanos em situação degradante.
 
 Quem são eles , quais os motivos que os levaram a cair nessa estatística ?
 Quando será que nossos governantes irão realizar uma politica de auxilio a essas pessoas?
 Muitos são doentes esquizofrênicos outros tantos são idosos, crianças, mulheres enfim uma multidão esquecida e ignorada por tudo e todos.
 
 Hoje ao acordar e me deparar com um senhor com seus 70 anos de idade revirando o lixo de um comercio próximo a minha residência, veio este pensamento cercado de indignação pelo desprezo que sofrem, uma boa parte destas pessoas está nas ruas de São Paulo por opção própria, vários por desilusões, outros pelo gigantesco problema das drogas que assolam a sociedade em geral, diante disto vem um único pensamento “Como Auxiliar Estas Pessoas”.
 
 Pode parecer insanidade, mas temos parcela de culpa neste problema justamente por ignora-lo Sabemos que este é um problema que ocorre na maioria das grandes cidades do Brasil e do mundo, São Paulo disponibiliza a esses moradores de rua albergues e centros que oferecem alimentação hoje, há 9.000 vagas nas casas de acolhida da cidade, quantidade insuficiente para receber essa população. Mas isso é muito pouco a ser feito, uma pessoa com a saúde mental em perfeita ordem, é uma pessoa sadia que pode tentar se recuperar e reverter seus problemas, mas e quando está saúde está debilitada e sem auxilio profissional de médicos, psicólogos e psicoterapeutas. Creio que um trabalho bem feito e elaborado para tentar ajudar estas pessoas com esse tipo de enfermidade seria um passo enorme para auxilio de muitos desses sofridos cidadãos.
 
 O governo tem o dever e obrigação de auxiliar e combater esta grande ferida, a população tem o dever de observar com olhares mais atentos este fenômeno que cresce a cada dia.
 Todos sem distinção de credo, raça, cor, classe social, temos o direito a uma vida digna com saúde, alimentação, moradia e respeito.
 
 Governo exerça seu papel é oque todos nós cidadãos de bem esperamos.
 
 Edmundo Paschoal é colaborador da “Medium”, estudante de jornalismo e paulistano.
 senador.psy@hotmail.com

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