Velho Eu

Existi um velho eu que me sufoca, amedronta, entristece e domina.
Velho eu que resiste em não me abandonar, que minha mente rumina.
Velho eu que a pobre bengala não aguenta mais, cambaleia treme, não se desfaz.
Velho eu que até então me aprisionava, minha ansiedade só provocava.
Eis que encontro emfim minha liberdade, agora enxergo minha realidade.
Meu novo eu vem nascendo impulsionado por ela. Meu novo eu acalenta, amansa, incentivado pela bela.
Meu novo eu agora começa a entender o que me aprisionou e se liberta se ilumina movido pelo amor.