Arte: Denys Cruz
Como representante dos discentes no Conselho Superior (Consup) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), participei da regulamentação do Programa de Bolsas IFAM Internacional. A Resolução Nº15 — CONSUP/2015, orientada pela Portaria Nº 58/2014, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) do Ministério da Educação (MEC), regulamenta a concessão de bolsas de pesquisa, desenvolvimento, inovação e intercâmbio, no âmbito dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia — IFs. Consta na regulamentação que além de critérios como melhores notas e fluência no idioma do país de destino, também serão levadas em consideração pelo instituto, as menores condições financeiras. Ou seja, estamos realmente falando em dar oportunidades a estudantes que em outros momentos de sua vida não cogitaram tal possibilidade pela falta de condições financeiras. No ano passado, a universitária Luísa Vitória Mendonça do Nascimento, que cursa Engenharia Civil, esteve entre os 10 alunos que receberam a bolsa do Instituto. Durante um semestre no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), na pequena cidade de Bragança, em Portugal, Luísa vivenciou uma nova cultura e teve a chance de estar em dos países europeus que mais recebem estudantes de universidades do mundo. A experiência acadêmica, no IPB, certamente acrescentará muito na futura profissional Sinto-me orgulhoso de participar dessa conquista no âmbito do IFAM. E desafiado a apoiar e atura na ampliação desta oportunidade a mais jovens, especialmente os de baixa renda. Em Manaus, universidades, especialmente as públicas, oferecem bolsas através de programas do Governo Federal, ou de forma privada. Gerar oportunidades para que mais jovens, principalmente os de baixa renda, participem de programas como estes, é fundamental para a mudança na educação brasileira que queremos e se intensificam na medida que políticas públicas são instituídas e a educação superior é democratizada. Infelizmente a educação pública manauara não dá conta sequer de oferecer o mínimo à população: número de vagas suficientes para a demanda da cidade, e nos últimos anos amarga cortes em seu orçamento e baixos índices de rendimento. Porém pensar num futuro com escolas com infraestrutura de ponta, merenda de qualidade e uma educação integral que possibilite, dentre outras coisas, o conhecimento de outras culturas por parte dos estudantes deve ser uma obrigação dos agentes públicos que administram e fiscalizam nossa cidade.

Efraim Costa

Foto: Arquivo pessoal

Para Luísa, estudar em outro país foi desafiador e ao mesmo tempo enriquecedor “Um dos primeiros impactos foi a metodologia de ensino da universidade. No Brasil, a teoria em sala de aula é mais explorada, já na Europa a prática é muito valorizada e proporcionam uma aproximação do aluno com a realidade que vai encontrar no mercado de trabalho. Além disso, a estrutura da universidade é muito superior que à nossa, infelizmente. A oportunidade de conhecer e conviver com pessoas de diferentes regiões do Brasil e outras nacionalidades foi fundamental para o crescimento pessoal, convivi com muitas pessoas de outras regiões do Brasil e também de outros países e aprendi a respeitar as diferenças de cada um. O contato com outras línguas também me proporcionou conhecimento, curiosidade e me estimulou a aprender outros idiomas. Quando se está longe do seu país, você também aprende a valorizar as suas origens e nossa cultura é muito valorizada mundo afora, diversas vezes fui questionada sobre a Amazônia e sobre o Brasil.

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