Do amor por fotografias

Amo todo tipo de imagens. Formas, cores, locais… E fotografar é algo, claro, além. Ao mirar a máquina, seja pelo celular ou qualquer outro equipamento, existe uma preocupação com o sentir.
O mais divertido é que o sentir de quem dispara a foto não é necessariamente igual aos que estão ou irão ver esse momento.
Isso torna toda foto um tipo de universo em si mesma, que não se encerra no primeiro olhar, mas que se revela a cada novo.
Confesso que meu estado de animo influência radicalmente quando estou em ação. Tento deixar explícito o que sinto e como estou. Tenho essa preocupação quando percebo a luz, objetos, natureza, ângulos, animais, pessoas… tudo que pode ocupar o espaço daquele instante.
Revisitar as fotos é como reviver o memento e os sentimentos. Às vezes me sinto mais maduro, outras tenho experiências mais fortes ainda.
Amo a fotografia porque ela liberta o pensamento e por meio dela sinto poesia.
Eu, pessoalmente, não quero só tirar fotos melhores, mas sim aquelas que provoquem, que de certa forma podem até incomodar, mas que além disso tudo sejam uma expressão do que sinto e quanto sinto.
É isso: Cada foto deve nos levar além.
