Mea culpa

Chegar às conclusões de hoje não me levam apenas às lágrimas, mas também fazem com que me sinta nua. 
Eu desisti dos animais depois que minha cachorrinha morreu quando eu tinha 5 anos. 
Desisti da amizade quando ela mentiu para mim. 
Desisti de outra porque ele se apaixonou. 
Um ‘cara’ quebrou meu coração, nunca mais quis amar. 
Minha carreira não saiu como o planejado, antes de dar totalmente errado, iniciei um plano B.
Talvez a única coisa que tenha me decepcionado e da qual eu ainda não tenha desistido, seja a própria vida. 
Não me sinto nua, sinto-me, na verdade, sem meu casco, no qual eu me encolho, onde nada me atinge.
Eu estava lá, em posição fetal, no momento em que quem eu menos esperava olhou pelos meus olhos, disse coisas que atravessaram minha alma. 
E agora, talvez, seja o momento de desistir da velha eu, e começar a dar brechas.
Embora tente me livrar dos meus preconceitos, continuo presa à minha falta de compreensão da humanidade, à minha incapacidade. 
Eu preciso aprender que fechar a porta não resolve o problema. Admitir é só o primeiro passo.

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