Ah! Quem me dera...

Estive por um tempo pensando como definir algo que se quer tanto, mas é tão difícil alcançar… Por vezes ouvimos perguntas ou questionamentos que gostaríamos que fossem reais, mas não passam de grandes “Quem me dera…“.

Vinicius de Moraes um dia escreveu: “Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor”. Tom Jobim se lamentou: “Ah, quem me dera ser poeta pra cantar em seu louvor belas canções, fazer poemas, dizer frases de amor.”. Renato Russo reconheceu: “Quem me dera, ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante”.

Sou apenas mais uma amante das palavras, descartando sentimentos em frases aglomeradas, e quem me dera ser ouvida todas as vezes que clamo por amor. Quem me dera ser reconhecida por saber amar. Quem me dera um dia, apenas um, em que eu acordasse com a certeza de que tudo seria diferente: receber um bom dia de um desconhecido, receber uma flor roubada de um jardim qualquer, ou uma mensagem de “Como você está?“. Quem me dera que os meus “quem me dera” não passassem de pequenos sonhos, que ficam guardadinhos até o dia em que alguém me dera.