O voto facultativo: o quadro que se desenha no horizonte

Nos últimos meses, alguns assuntos vem sendo tratado de forma muito velada, mas com muitos sorrisos aparentes: a imposição de um voto facultativo.

Este tema vem sendo ventilado como alternativa a evitar o sufrágio universal e, por conseguinte, evitar o voto das camadas mais humildes. Tanto é que o voto dos que recebem o Bolsa Família vem sendo sistematicamente criticado pelo atual presidente do TSE, Gilmar Mendes.

Fonte: Valor desnuda preconceito de Gilmar. (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/valor-desnuda-preconceito-de-gilmar)

A mídia esconde das entrevistas e dos comentários públicos, mas algo está sendo desenhado por detrás de tanta vontade de imposição de uma alternativa aos pobres. Tanto é verdade, que estas lindas conversas de noite e em jantares vem regadas de concordâncias de ambos lados: a reforma política para o voto facultativo e, caso não dê certo, forçar a barra para o voto indireto através de um sistema semelhante ao parlamentarismo.

Fonte: G1 Aaargh (http://j.mp/2eQMhM7)

O voto indireto é mais fácil de ser manipulado. Quem não lembra das gravações de Paulinho da Força sobre o financiamento do Impeachment?

Fonte: Jornal GGN — Paulinho da Força fala sobre "financiar o impeachment" (https://www.instapaper.com/read/811545078)

Quem duvida é só escutar o áudio.

Seria muito mais fácil comprar votos facultativos ou votos indiretos. Esta é a essência de uma política antiga que funcionou no Brasil durante muitos anos. E existe uma casta política que deseja ardentemente que este tipo de política volte a vigorar no país.

Quem não lembra da compra de votos para aprovar a reeleição de Fernando Henrique Cardoso?

Fonte: Conheça a história da compra de votos a favor da emenda da reeleição (http://j.mp/2eQNsvh)
Fonte: Folha (http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/pre_mer_voto_6.htm)

E lembra quem era o presidente da Câmara nesta época? Ele mesmo, o capiroto.

Fonte: Folha (http://www1.folha.uol.com.br/fol/pol/po14051.htm)

Acho que a coisa já está se desenhando sob panos quentes. Seguramente não seria para mudar o status atual da qualidade dos políticos que tomaram o poder de supetão, mas para manter a casta através da pouca participação popular ou do voto comprado.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.