O romantismo não morreu ou nunca viveu entre os meros mortais?

A mulher que tem um namorado romântico nunca vai se sentir sozinha em uma quarta-feira fria e chuvosa, mesmo que ele esteja a quilômetros de distância. O fato é que romantismo nunca sai de moda. Pode ser uma cartinha, uma flor roubada do jardim de alguém ou uma simples ligação para dizer que estava com saudade.

Romantismo é a consequência de um casal feliz e saudável, que não tem vergonha de expressar seu amor e suas fraquezas. Romantismo vem de dentro, não precisa ser aprendido ou divulgado, nem precisa ser escandaloso que nem nos filmes de comédia romântica. É a sinceridade que o faz lindo.

Nós mulheres fomos criadas em um mundo onde atores bonitos param aviões para dizer à mocinha ingênua que a ama. Onde homens pedem desculpa, preparam jantares e surpreendem a amada a todo custo, e a olham de um jeito tão especial que faz tudo ficar em câmera lenta. Homens como Richard Gere, Colin Firth, Ashton Kutcher etc.

Só que na realidade não é bem assim. Na realidade, esses filmes românticos acabam nos fazendo projetar uma ideia masculina que os próprios homens desconhecem, ou que eles apenas não dão tanto valor quanto nós. E aí nos frustramos ao perceber que o príncipe encantado na verdade é um ogro que acha que faz muito pagando um jantar num restaurante caro.

Não é que todo homem seja assim, existe uma pequena porcentagem (que eu, particularmente, tive a sorte de conhecer) de homens que gostam de surpreender e ver o rosto da amada brilhar de alegria e paixão. Mas essa porcentagem é tão pequena que desanima. E, quem já conheceu alguém que faz parte desse seleto grupo, se frustra mais ainda por perceber que nem todos são assim, como se tivesse atingido um nível de relacionamento que nunca mais será alcançado.

Talvez o feminismo um dia vai acabar com essa expectativa em cima dos homens e tudo vai ficar mais igualitário (se os homens também descerem de seus pedestais, claro), ou talvez eles um dia passarão a se importar mais com alguma coisa além deles mesmos e além do joguinho que inventaram para conquistar mulheres.

Até lá, pobre de nós…