O inferno continua cheio delas

Fui pego de surpresa com aquela simples palavra. Já ouvi ela milhares de vezes, também já a disse milhares de vezes. Mas daquela vez foi diferente. Ele nunca havia me pedido “desculpa” por algo que deveria me machucar.

O choque continuou quando veio a confissão de que as palavras proferidas o atormentaram a noite toda. Afirmou que provavelmente aquilo também acontecera comigo. Não aconteceu.

Eu sequer tive tempo para pensar nas mágoas, muito menos naquelas que se tornam tão pequenas diante da imensidão de ofensas ditas anteriormente. Depois de muito apanhar, podemos até não aprender a bater, mas com certeza aprendemos a não sentir mais a dor.

De pedra. De gelo.

De boas intenções o inferno continua cheio, meu amigo, e eu não sou cristão para acreditar em pseudo perdão.

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