A ressaca emocional por consumo de publicações e comentários em rede

The lost and the unforgiven by Marla Fasano

Tava aqui pensando nas coisas que eu leio por aí… Pessoas criticando comportamentos que elas mesmas adotam no dia a dia. Então só posso concluir que não enxergam o que andam fazendo, já que, a meu ver, aquilo que repudiam não deviam praticar. Não faz sentido.

Não, eu não sou exemplo de nada, aliás, erro muito e sempre. Por isso, às vezes, ficar calada é a melhor alternativa, pra não se tornar réu das próprias palavras (aprendi com as inúmeras condenações, e ainda escorrego bastante, confesso! Quem nunca?).

Dizem que peixe morre pela boca… Tem muita gente morrendo pelos dedos. Não bastasse morrer um pouco a cada instante pela força dos próprios pensamentos, num emaranhado de setas nem sempre motivadoras, muitas até algozes e castradoras, a tendência (já nem tão atual assim) é disparar a metralhadora nas redes sociais e apps de chats, além de campos de comentários em portais de notícias, ou de artigos de revista online (quando a ferramenta é disponível).

Fala-se em amizade, mas não são amistosos; criticam o orgulho, quando orgulho é tudo o que têm pra dar; falam de amor, e despejam todo ódio na rede e em suas relações sociais; falam de política, e não se inteiram de nada, senão superficialmente; falam de caridade, de Deus pra lá, Deus pra cá, e são os primeiros a se fingirem de mortos quando alguém carece de ajuda, de ver a face de Deus por meio da bondade humana.

Enfim, são muitos os exemplos que eu poderia descrever aqui, mas deixa pra lá. Isso é só uma observação de quem já está tão sem razão em relação a tudo e todos, porque já não compreende nada ao redor, mas sente tudo intensamente. Deveras sente!