Nossa natureza tende a ferir quando estamos feridos

Uma verdade amarga

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Hoje assisti parte de um filme na TV que me deixou marcas profundas. Peguei apenas a última parte e não sei nem o nome, mas me fez chorar copiosamente. Sabe aqueles enredos que terminam com lições de vida que estamos cansados de saber e damos de ombros, pois, por algum motivo, a vida e as relações nos impelem a um distanciamento da pessoa que realmente somos, no íntimo, e de nossas verdades mais contundentes? Pois é, tantas e tantas vezes incorremos nos mesmos erros que, inconscientemente, enterramos o bem que aprendemos, sempre justificando que foi necessário blindarmos-nos das maldades, dos ataques, das ciladas, levantando um muro de autodefesa que apenas serve para nos tornar cada vez mais solitários e sem esperança.

“É o ego que dá-lhe feridas e te machuca. É o ego que faz você, violento, com raiva, ciúmes, competitivo. É o ego que é continuamente o sentido miserável da vida.”
Osho

Desde cedo tive uma compreensão muito clara de que o ego é a raiz de todos os males, e em minhas vivências fiz de tudo para combatê-lo, sempre defendendo em minhas interações sociais que se o alimentarmos, estaremos criando um monstro pronto para nos devorar inteiros. Mas as circunstâncias são como uma violenta correnteza, determinada a arrastar-nos para o fundo. Fato é que, quando estamos fortalecidos, esperneamos e resistimos bravamente, não é mesmo?! Mas quando enfraquecemos, desistimos de lutar e nos entregamos facilmente.

Quero entrar num terreno bem irregular agora, o do nosso interior de mágoas, feridas profundas, marcado ultrajadamente pelas nossas expectativas, e por nossas relações com as pessoas que amamos. Cada decepção/frustração culmina numa sensação de impotência enorme, e em sentimentos de incompreensão e rejeição, que se transformam em ressentimento, desenvolvem-se em raiva e afronta, e terminam por conceber a culpa.

“Cada vez que alguém fere a outra pessoa o faz a partir de sua própria ferida. Quanto mais profunda, mais danosa”.
Miguel Ángel Núñez

O perdão é o caminho para a cura! Simples e direta é a recomendação para o tratamento das feridas abertas na alma. Engana-se quem pensa que alma não adoece. Nossas emoções são os veículos mais velozes na condução de veneno ou remédio para a alma. O problema é que o ego atrapalha o processo, pois está posicionado no centro da nossa vontade. Então é tarefa nossa destroná-lo para que seja possível rever a luz de uma nova perspectiva pra nós, em outras palavras, para que sejamos libertos de toda a atmosfera de sofrimento, da dor que nos causamos e permitimos que nos causassem. Parece claro? Pra mim, nesse momento, está bem elucidado!

fraseado

Sei que não é fácil, e sei, inclusive, que travar uma batalha consigo mesmo talvez seja a pior das guerras que tenhamos que travar na vida, e que preferimos encontrar sempre no outro toda a culpabilidade para nossas mazelas. Mas sinto ter quer afirmar que não há outro caminho para a liberdade! E como sinto!


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