363 dias. Dia 4.

Já é madrugada do dia 4 de janeiro, 00h56. Restam 362 dias para fazer diferente.

Li ontem uma matéria da Revista Galileu que dizia que escrever as metas em um papel, apesar de parecer clichê, de acordo com uma pesquisa, realmente funciona. Um vídeo da youtuber Jout Jout foi usado para ilustrar o fenômeno.

Ela achou um guardanapo onde havia escrito as metas que queria atingir há um ano e ficou surpresa ao perceber que tudo tinha se concretizado, sem que ela ficasse lendo ou lembrando, muito pelo contrário, o papel estava perdido, esquecido dentro de um diário. A dica dela? Escreva um diário. Ela leu alguns trechos que emocionaram, pois revelaram os sentimentos, pensamentos e inquietações, assim, no seu estágio mais inicial, que a levaram ao caminho que trilha hoje.

Eu encontrei meu papel de metas do ano passado enquanto limpava os armários da cozinha. Se tem uma coisa que me dá uma sensação de missão cumprida é começar o ano com os armários e guarda- roupas arrumados. Eu li aquele pequeno papel, fingi que não era comigo e joguei fora junto com as outras coisas guardadas à toa, que só ocupam espaço. Se eu parasse para refletir ficaria muito decepcionada comigo mesma. Funcionou por um tempo. Agora escrevendo, eu queria ter o papel em mãos. É sempre bom enfrentar a realidade. Lembro de algumas coisas: terminar a faculdade, chegar ao menos no nível intermediário do inglês, tirar a carteira de motorista e terminar de construir a casa (é, estamos com uma construção parada no quintal dos meus sogros, mais especificamente , moramos em baixo da casa deles e estamos construindo em cima). Sem julgamentos, ok? Comprar um terreno ou apartamento, no momento é algo fora de nossa realidade.

Importante: como cristã que sou, ou sei que deveria ser, (depois me aprofundo mais nesse assunto) escrevi como meta principal, colocar Deus acima de tudo.

“Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua Justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará suas próprias preocupações. É suficiente o mal que cada dia traz em si mesmo.” Mateus 6:33–34.

Das coisas que listei, a única que fiz foi concluir a faculdade “capengando”, empurrando com a barriga, literalmente. Não, é bem provável que eu não tenha cumprido com minha meta principal e o resto foi consequência. 2015 foi, talvez, o pior ano da minha vida. Nenhuma tragédia me ocorreu, além de não tê-lo vivido como eu queria.

E agora? Escrever em um papel funciona ou não? Vou pensar se escrevo, dessa vez aqui. Até o fim da semana decido. Preciso pensar em prioridades. Aliás, eu sei bem que a prioridade continua a mesma do ano passado … Agora se trata apenas de cumprir. Apenas?