Desculpa ter pulado fora.

Te conheci numa época meio estranha da vida, tava sozinho e cheio de coisa pra fazer, dormindo quatro horas por dia. Não tinha nada em comum contigo, tinha? E mesmo assim fui lá te encontrar de noite, congelando de frio.

Cheguei e tu tava sentada me esperando, toda sem graça. A gente se olhou, começou a rir e nenhum dos dois sabia direito o que dizer… a saída foi falar as besteiras da vida e tentar te agradar. Quem diria que dali ia sair alguma coisa?

Nem lembro quantas horas a gente passou juntos naquela noite, simplesmente conversando e rindo, nem um beijo rolou. Voltei pra casa me odiando por não ter tomado iniciativa, tentei mas não consegui.

Depois daquele dia não dava pra te esquecer, era mensagem atrás de mensagem e toda hora tentando combinar alguma coisa, mas quando um tava livre o outro tava ocupado. E aí rolou uma, duas, três… várias vezes. Isso que os dois deixaram claro que não queriam nada sério.

E como era óbvio, começou o namoro. Era um amor tão lindo e intenso, tinha um mundo de motivos pra ficar e também pra não ficar contigo, e mesmo assim continuei ali. Como sempre digo, sou ruim com tempo e não sei exatamente quanto durou. Só sei que nunca tinha sentido tanta felicidade.

Mas tu é dessas que não acredita muito no “pra sempre”. E às vezes acho que vou passar o resto da minha vida tentando entender por que acabou… Ainda mais quando tava tudo certo, tudo indo tão bem.

Sinceramente eu não sinto raiva, de verdade não sinto. Tenho saudade, mas sei que deu o que tinha que dar. Será que podia ter sido de outro jeito? Talvez. No fim, depois de toda a confusão, eu só queria ouvir de ti um pedido de desculpas. Um “desculpa ter pulado fora”.


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