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Como anda a sua auto-avaliação?

Outro dia fui participar, meio que por acaso, de uma palestra sobre relações interpessoais e no final da palestra foi proposto um teste para identificar o nosso temperamento.

O teste consistia em marcar em uma folha de papel, que continha uma série de palavras relacionadas às forças e fraquezas referentes a cada um dos tipos de temperamento, aquelas que você identificava em você.

Comecei a marcar as palavras, e quando terminei fiquei surpresa em ver que tinha um equilíbrio entre as marcações de forças e fraquezas. Comecei a olhar para o papel, analisei um pouco mais as respostas para ver se não tinha deixado passar nada, mas era aquilo mesmo.

Enquanto esperava a conclusão do exercício, uma das pessoas que estava comigo se surpreendeu com a quantidade de fraquezas que eu tinha marcado. E a surpresa dela me trouxe um insight muito bom.

O insight não teve nada a ver com a quantidade de palavras marcadas em uma ou outra categoria, mas sim com o sentimento que tive enquanto realizava o exercício.

Essa foi a primeira vez em que fiquei extremamente confortável em marcar tanto minhas forças quanto minhas fraquezas.

E isso me chamou muito a atenção. Não foi a primeira vez que fiz um exercício desse. Comecei então a lembrar de como eu me sentia das outras vezes.

Lembrei que já senti extrema dificuldade de assinalar minhas forças, achando que não era boa suficiente em nada. Me sentia constrangida em assinalar forças achando que as pessoas poderiam me julgar, me achar convencida. E aí pesava a mão nas fraquezas.

Em outros períodos eu pesava a mão nas forças. Não queria marcar as fraquezas. Na realidade não queria nem olhar para essa parte da lista para não correr o risco de me ver em alguma delas. Eu sentia vergonha, não queria que ninguém visse o que tinha marcado.

Carregava a mão nas forças, mas não era algo que me trazia bons sentimentos. Tinha a sensação de fraude, de que, mesmo tendo marcado um monte de coisas, não era aquilo tudo pois tinha fraquezas que eu não estava querendo assumir. Sabia que estava tampando o sol com a peneira.

Então, o que mudou, em mim, para que agora eu me sentisse extremamente confortável em marcar tanto forças quanto fraquezas e ainda não tivesse receio nenhum de mostrar o resultado para as pessoas à volta?

A primeira resposta que me veio foi aceitação. Mais do que isso, auto- aceitação. Tem um tempinho que estou me puxando no trabalho de auto-conhecimento e uma das coisas mais mencionadas nesses processos é reconhecer e valorizar tanto o que você tem de bom e como o que você tem de ruim.

É olhar para suas forças e suas fraquezas com igual carinho pois ambas formam a pessoa que você é. É acolher suas fraquezas, tomar consciência delas, pois só assim você consegue agir sobre elas.

Você não consegue agir sobre aquilo que você não vê. Enquanto você nega suas fraquezas, elas continuam ali te boicotando, mas como você não sabe da existência delas, não consegue fazer nada sobre isso.

Estar em paz com as suas fraquezas e forças é estar em paz com quem você é na sua essência. É acolher seu pacote completo. É liberdade de ser e agir.

Quando você se aceita e se acolhe com todas as suas forças e fraquezas, o mundo aceita e acolhe você da mesma forma.

Até chegar nesse patamar a gente fica trocando lentes. Ora a gente se vê apenas pela lente das forças, ora apenas pelas lentes das fraquezas. Temos que nos treinar diariamente para que as duas lentes estejam bem ajustadas e trabalhando juntas para que possamos entregar para o mundo a nossa versão completa, com todos os aspectos (bons e ruins) que exite nela.

E você? Como se sente ao ter que elencar suas forças e fraquezas? Qual é o nível de aceitação que você tem de ambos aspectos do seu ser? Esse é um exercício muito bom de ser feito para caminhar para aumentar a consciência da sua caminhada e das suas formas de interação com o mundo! Que tal experimentar esse exercício e compartilhar comigo nos comentários?