Cíclope caolho

Por que choras ácido lisérgico?

Por que te camuflas em minhas emoções?

Por que te derretes em meio ao magma?

Por que tu não cantas em meio a mágoa?

Devoras as cores do céu

E faz da angústia teu véu.

Envolve-te com a dor

Ceifas a luz com a noite

Grita mudo,

silencia surdo

Tateias corações de pedra.

E escuta, por fim, minha súplica –

Não te tornes

mais uma

de minhas quimeras.

guilherme barreto goulart

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necromante da esquina