A era das trevas é hoje

Sei lá, hoje tudo parece que precisa de julgamento… tudo precisa de um aval… de todos. Até mesmo o meu.

A cada novidade lançada, a cada trailer de filme, a cada separação de famoso, a cada movimento político, tudo, hoje, parece precisar de uma avaliação de todo mundo. Todo mundo quer dar palpite. E, na maioria das vezes, opiniões rasas com base em uma manchete sensacionalista (sim, muitas vezes pessoas ficam indignadas com machetes deste site homônimo).

Hoje, você pode estar sendo jogado numa fogueira por usar uma tecnologia incompreendida, amanhã estará crucificando alguém que não pensa como você ou que fez algo que você é infinitamente incapaz de fazer. Julgar o trabalho sem saber fazer, nem mesmo parecido, ou muitas vezes sem ter feito nada de sua própria vida. Mas bem, entre fogueiras e cruzes está a tolerância. Assim se deseja, ao menos.

Esta, por sua vez, se adquire com leitura. Mas não só na leitura em forma deglutiva, que só entra e cai no limbo. Digo leitura crítica, muitas vezes autocrítica. Posso ler um livro, uma revista, uma HQ, posso fazer uma leitura de um fato, de um acontecimento cotidiano. Posso ler de várias formas. Mas é preciso avaliar tudo, jogar na fogueira de seu cérebro, assar, virar e revirar, até achar o ponto certo e aí sim, quem sabe, servir a sua ideia para os convidados.

Então, queime a si mesmo, queime neurônios, antes de acender qualquer fósforo a um ser alheio.

E, sim, esse texto é uma opinião sobre a opinião, que paradoxo.