Anônimos #03

Daniela Thais tem 22 anos. Ela trancou a faculdade de Audiovisual quando perdeu o emprego e agora se divide entre a delícia de ser livre e o peso da necessidade de ter dinheiro, trabalho, rotina… Leia abaixo a Coluna Anônimos e ouça o áudio ao fim do texto.

Por Elida Oliveira


Há um certo romantismo na juventude.

Essa época da vida em que somos rebeldes, sem limites, em que temos todos os sonhos do mundo e a gana de conquistar tudo que tem pela frente.

Há um pouco de mentira sobre o romantismo da juventude.

A verdade é repleta de incertezas, medos, dependência dos pais para além do tempo que imaginavam os jovens.

Quem aqui já passou dos vinte e tantos anos sabe que se imaginava muito mais livre do que a vida realmente permitiu que fosse.

A juventude tem sido assim para muitas pessoas: dependência financeira, necessidade de definir metas, carreiras, cursos superiores, descoberta e afirmação da sexualidade, preconceito, festas, drogas, experimentação.

Eu conversei cobre isso com a Daniela Thais, de 22 anos, que conheci em uma quarta-feira ensolarada no Largo da Batata, na Região Oeste de São Paulo. Sentada em bancos de pallets pichados, Daniela fumava enquanto esperava um amigo. A demora na chegada dele nos deu tempo para uma conversa sobre a vida dela. Vamos ouvir.

A coluna Anônimos é veiculada no programa Pelas Tabelas, da Rádio Silva, da Unifesp de Santos. Ela vai ao ar todas as sextas-feiras, das 17h30 às 20h, e é produzida e editada por Elida Oliveira, esta que vos escreve. Dúvidas, críticas, sugestões? Comente abaixo e me dê um toque para tornar este espaço cada vez melhor.