Neutralidade da Rede ou “Por quê você deveria aprender sobre o valor das suas informações”

Dia após dia podemos ver que o mundo está cada vez mais conectado, seja por meio de dispositivos móveis, computadores ou a nova gama de coisas disponíveis na nuvem, a nossa boa e velha Internet.

É um passo da evolução natural ver tudo isso crescendo em uma velocidade, para muitos espantosa, mas fruto de muito trabalho vindo de profissionais e pesquisadores que por tantos anos trabalham para tornar a vida do homo sapiens de certa forma mais cômoda e mais conectada.

Em meio a esse processo que podemos chamar de transformação, um tópico recentemente vem chamando a minha atenção: a neutralidade da rede. Mas você sabe o que isso significa?

Explicação em Português:

Explicação em Inglês (Recomendada):

Assumindo que você viu pelo menos um dos vídeos acima, podemos continuar.

Na contramão do advento da tecnologia, vejo operadoras de Internet tomando uma decisão que tem o poder de prejudicar todas as pessoas que utilizam a Internet, baseadas em estatísticas do usuário médio brasileiro, quando na verdade nem o usuário médio brasileiro tem ideia de quanto consome de internet.

Já temos os provedores de Internet que tem o serviço mais sem sentido do mundo, por pagarmos um plano de velocidade que corresponde apenas a 10% do que de fato é entregue em nossas casas. Obviamente o “combo” oferecido pelas operadoras, além desta grandiosa oferta que é nossa velha conhecida, irá consistir de um limite de tráfego de dados baseado no “consumo médio do brasileiro”.

As operadoras consistem de um grupo de empresas pouco bem intencionadas que buscam maneiras absurdas de combater os seus novos rivais, emergentes da era tecnológica, como serviços de streaming (Netflix e Spotify) e aplicativos de mensagens e chamadas de áudio e vídeo (Skype e What’s App). Colocando esse custo naquele que menos tem poder de decisão e que na maioria das vezes não sabe o que está acontecendo: “o usuário médio”.

Mas você já se perguntou sobre o usuário médio? Esse indivíduo é o cidadão normal brasileiro, aquele que é tomado como referência no momento das escolha do tamanho dos pacotes de dados, supostamente o maior beneficiado com os limites impostos pelas operadoras.

Mas será que o “usuário médio” sabe qual o seu consumo diário de dados na Internet? Será que ele sabe o perigo que permitir que as operadoras gerenciem/limitem o conteúdo (ou a quantidade dele) que acessam na rede? Será que ele sabe o que significa a neutralidade da rede? Será que ele está ciente das transformações que ocorrem no mundo digital e que cada dia faz mais parte do mundo real?

Este tipo de problema surge como um alerta para toda a sociedade. Já é o momento do “usuário médio” tornar-se ciente do que acontece no mundo digital, suas implicações, seus deveres e direitos. Se você é uma destas pessoas, busque aprender sobre como empresas como Facebook, Google usam suas informações, como as operadoras lhe vendem serviços que passam por “ajustes” levando em conta apenas o lucro que elas irão obter ao final do mês.

Na minha opinião, a principal maneira de combater estes e outros abusos que ocorrem diariamente na tecnologia é a informação. Só poderemos combater os interesses das operadoras e lutar por nossos direitos, no dia em que formos TODOS capazes de argumentar e compreender sobre o que acontece com nossas informações e com nossos dados que trafegam por cabos e tubos pouco vistos e jamais lembrados.