Eu aprendi a me amar assim: sendo movimento constante, inquieta e insatisfeita de tudo. 
O [alto] preço que eu pago é a solidão que vira e mexe tá batendo na minha janela (visto que as portas estão sempre abertas devido ao entra e sai). Ela vive me lembrando que não é para qualquer um amar mil pessoas numa só.
Talvez eu tenha de fato sete vidas e talvez eu tenha até mais! Por isso não cabe a mim essas coisas de "amor da minha vida", "Sonho da minha vida"... Eu sou plural demais pra esses singulares! Talvez sejam "sonhos das minhas vidas", "amores das minhas vidas", se rolar pode até ser "amor das minhas vidas", só não abro mão das vidas.
É que Nzambi me deu essa sorte de nascer artista, cidadã do mundo e com uma coragem absurda de qualquer coisa! 
Não importa o quanto custe o adeus, pra ir atrás de mim vale virar o avesso ao contrário, despedir de Deus e me aliar ao diabo só para conferir se o inferno é realmente quente.
Eu até ia pedir perdão, sinto muito, não me arrependo.