Aug 24, 2017 · 1 min read
Alguma volta
Não vou viver em outro tempo que não seja o meu, não vou mais me atropelar por conta do pensamento alheio. Não conta nada no olhar, nem tenta ler o meu e pensa que me viu…
Passo do portão, caminho decorado. Barulho de chave, soleira, meu quarto.
Qualquer som que acalme, meu formato na cama, basta então ser pausa.
Cada canto tem a mim, olhar ao redor é rever amigos. O teto se abre ao fechar os olhos e o pulmão esvazia sem pressa.
O refúgio me volta pra dentro. Minha sala de bem estar. Onde sintonizo minhas percepções do dia e deixo que o coração esparrame.
Acima de quase tudo, acabo girando em suspensão e depois abro os olhos. Longe de toda confusão e peçonha de quem prova não merecer avistar meu reino.