
O MAPA QUE É VOCÊ.
Tinha acabado de tomar banho para dormir, nem tinha chorado, até ri hoje.
Me olhei no espelho, estava nua.
Lembrei do seu corpo… as dobras, do barulho que fazia ao estalar os ossos, o defeito do polegar, as unhas pequenas e sempre sem esmalte. O furinho … pé quadrado, dobrinhas do pescoço, os sinais, e a mancha da sua perna que tua mãe não tinha notado.
Lembrei das costas largas… do nariz arrebitado, da coloração em degradê de um branco para transparente do seu dente e de seu formato redondo.
A cor rosa da gengiva, os lábios finos que aparentam ter resto de batom vermelho em suas extremidades, e se de fato quisesse, até o seu hálito seria possível sentir.
Vesti a roupa… Meu corpo lembra você. Talvez o espelho seja removido, talvez ampliado. Depende da coragem.
(Memória dos diabos, lembrete do teu mapa)
