Por que os jovens odeiam as escolas? Porque são todas um lixo

É um consenso de que nosso cérebro, assim como nosso corpo, precisa se exercitar constantemente para se manter saudável. Também sabemos que o equivalente da academia para o cérebro é a leitura, a análise de um problema, o desafio psicológico.

Porém nós lemos e estudamos espontaneamente em raríssimas ocasiões e existem pessoas que nunca fizeram isso sequer uma vez na vida. Qual a razão disso?

A grande verdade é que temos pouquíssimo interesse em nos auto educar.

Eu nunca ouvi ninguém admitindo isso e provavelmente você também não vai ouvir, por mais que você seja uma dessas pessoas. E se você nunca procurou um livro clássico para ler, não se preocupe: A culpa não é sua, é da sua escola.

Se nós analisarmos uma aula típica em um colégio qualquer vamos ver que, com exceção de raros apaixonados pela profissão, os professores estão mal preparados e doutrinados a seguir um plano de ensino pré-estabelecido pela escola ou pelo próprio MEC (Ministério da Educação). Não existe tesão em ensinar e, quando existe algum, o método de ensino está totalmente defasado em relação às tecnologias que existem hoje e estão disponíveis para a grande maioria dos alunos ali presentes.

Os métodos de apresentação de conteúdos utilizados são inadequados, em total desconexão com a realidade enfrentada pelos alunos. Com um simples celular antigo nas mãos, o aluno já não vê propósito em copiar matéria escrita à mão com um giz em uma lousa. Claramente ele vê que bastaria enviar um arquivo .pdf para todos e todo o tempo perdido em escrever e copiar o conteúdo já não seria necessário. O tempo perdido poderia (e deveria) ser utilizado para outro propósito, nem que fosse para descansar para a próxima aula.

As preferências dos jovens são totalmente ignoradas no método atual. A qualquer momento de tédio, uma pessoa pode assistir um vídeo editado com efeitos sonoros e visuais infinitamente mais interessante do que qualquer lousa. Chega a ser desleal comparar todo o entretenimento disponível na internet com um professor que, além de ter salário e condições de trabalho ruins, ainda só dispõem da criatividade e da habilidade de conversação para dar uma aula.

O fato é que os professores não têm nenhuma culpa nessa história toda. A tecnologia para gerar entretenimento evoluiu muito mais rápido do que nosso conceito de como deve ser uma sala de aula. Não é necessária nenhuma análise profunda para perceber que o método de aplicar prova para 60 alunos em uma sala com a intenção de avaliar seus conhecimentos é uma piada de muito mal gosto.

Quase nenhum professor conseguiu entender que, para competir com esse mundo cruel, é necessário hipnotizar o aluno, seja com piadas, seja com um instrumento musical ou seja com técnicas aprendidas na internet. O único objetivo ainda alcançável é tentar fazer o aluno aprender a aprender e, quem sabe no futuro, se interessar um pouquinho em se auto educar.