13 Reasons Why e o episódio de Paulo na Cadeia (Atos 16:19–36)

Eu estava preparando a célula desse último sábado, dia 29/04, que tinha como base Atos 16, e comecei a estudar mais a fundo sobre esse episódio do ministério de Paulo, quando Deus trouxe ao meu coração uma reflexão interessante relacionando esse texto com um assunto que está na boca de todos fazem alguns dias: a série “13 Reasons Why”. Resumindo bem, a série conta a história de uma jovem que comete um suicídio e deixa, gravadas em fitas, treze razões que a levaram a tirar a própria vida.

Quem, como eu, assistiu a temporada completa, deve ter entrado em uma reflexão sobre a própria vida e sobre como nos relacionamos com os outros. A gente acaba se colocando no lugar e espera nunca ter sido uma dessas pessoas, que em algum momento já pode ter dito ou feito algo que, mesmo que para nós não significasse nada, pode ter impactado de uma forma negativa a vida de alguém.

Então, estudando Atos 16, mais especificamente o episódio em que Paulo e Silas vão parar na prisão, eu pude tirar uma lição valiosa dessa história. Após Paulo expulsar os demônios de uma jovem, que estava possuída pelo espírito da adivinhação, os “donos da moça”, que antes costumavam ganhar dinheiro com suas adivinhações, vendo que não teriam mais aquela fonte de renda, atacaram Paulo e Silas e jogaram os dois na cadeia. A reação deles? Não foi de tristeza ou reclamações, mas de muito louvor e oração a Deus. Quem escutava aquilo, fazia com prazer, era um som agradável tanto para as pessoas daquela prisão, como para Deus. De tão agradável que soou para Ele, resolveu intervir e naquela madrugada, fez o chão tremer e abalou os alicerces da cadeia, tudo o que segurava os presos foi arrebentado, todos estavam livres. O carcereiro, quando se deparou com essa situação, entrou em estado de choque e, pensando que os prisioneiros haviam fugido, puxou sua espada para se matar. Naquele momento, Paulo impediu o suicídio daquele homem, explicando que todos continuavam na cadeia e ninguém havia fugido. O carcereiro, comovido com a situação, entregou sua vida a Jesus naquele dia e todos da sua casa também foram salvos.

O que me chamou atenção com essa história foi a reação de Paulo e Silas perante tudo isso. Em primeiro lugar, ao invés de chorarem e murmurarem por estarem passando por tudo aquilo mesmo sem merecer, eles optaram em trocar palavras ruins por adoração verdadeira, e o fruto disso foi que o louvor que saiu de suas bocas atingiu e impactou todos que estavam naquela cadeia, e quem antes era prisioneiro, pôde receber a liberdade. Em segundo lugar, a atitude que eles tiveram de permanecer na prisão mesmo com a oportunidade de fugir daquele lugar, trouxe vida para o carcereiro e sua família.

Pensando em toda essa situação que Paulo e Silas estavam enfrentando, comecei a refletir em como o final dessa história poderia ter sido trágico, se eles tivessem pensado apenas em salvar a própria pele e tivessem fugido daquela cadeia. “Bem-vindo à sua fita, Paulo”. Paulo e Silas teriam sido alguns dos “porquês” daquele carcereiro tirar a própria vida. Mas ao invés de serem fontes de morte, eles foram fontes de vida. Isso porquê a reação deles estava alinhada com o que Deus esperava deles. E a pergunta que fica é: nós somos fontes de quê na vida das pessoas?

Que possamos ser fontes de refrigério, que de nós possam sair louvores agradáveis tanto para quem está ao nosso redor como para Deus, que nossa adoração seja tão sincera a ponto de trazer liberdade para quem antes vivia preso e em escravidão, e que nossas ações e reações estejam alinhadas com as do Pai e com o que Ele espera de nós.

Com toda essa história de 13 Reasons Why e Baleia Azul, estamos podendo dar atenção a um grande problema na nossa sociedade: o suicídio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ele mata uma pessoa a cada 40 segundos. Então, que acima de tudo, nós possamos apresentar para aqueles que perderam a esperança, que existe uma solução: Jesus. Ele ouve cada grito, cada pedido de socorro e Ele salva da morte e protege cada um de seus filhos na batalha.

Se a atitude é a parte visível da nossa fé, então que em tudo o que fizermos, possamos ser fontes de vida e de esperança.

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