Star Wars: Eu tentei

Icônica saga cinematográfica criada por George Lucas a partir dos anos 1970, Star Wars voltou em 2015 aos cinemas em uma nova trilogia dirigida por J.J. Abrams, com roteiro também de Abrams e Lawrence Kasdan e lançada pela nova detentora dos direitos da série a Walt Disney. O filme The Force Awakens (no Brasil O Despertar da Força) é o sétimo episódio, porém como já dito primeiro de uma nova trilogia, estrelada por nomes desconhecidos do grande público, Daisy Ridley como Rey e John Boyega como Finn.

A história se passa 30 anos depois de “Return of the Jedi” e vamos acompanhar Rey uma jovem sucateira que encontra no deserto o robô BB-8 que tem informações sobre Luke Skywalker que está desaparecido. Tudo gira entorno de encontro e desencontros, em um desses caminhos Rey conhece Finn um stormtrooper da Primeira Ordem que acaba fugindo de seu posto. A ordem entra em combate contra a Resistência para reaver o poder do Império Galáctico. Durante essa jornada Rey tem aquilo que o título do episódio sugere, o despertar de uma força.

Não é a primeira vez que vejo um filme da cultuada ópera espacial. Havia visto dois filmes anteriores feitos por Lucas e me convenci de que não é uma história feita para mim. Então com o hype em cima dessa nova trilogia sob nova criação resolvi dar mais uma chance. E mais uma vez a história não me convenceu. Somente duas coisas fizeram desse filme melhor do que os outros, a nova tecnologia afinal os efeitos especiais são magníficos, principalmente no que diz a ambientação. As imagens panorâmicas servem exatamente para mostrar essa evolução. E segundo os dois novos personagens principais, que trazem uma representatividade quase inexistente nos filmes atuais, uma mulher e um homem negro como protagonistas.

A construção dos motivos que levam aos atritos entre os dois lados da história são clichês. Até para quem nunca viu os filmes antigos consegue enxergar as várias referências em algumas cenas. Fan service? talvez, mas para mim pareceu mais falta de criatividade. The Force Awalkerns é um filme feito e perfeito para fãs e para conquistar alguns novos. Infelizmente minha tentativa de ser um desses novos fãs não aconteceu. Queria poder amar sabres de luz que são usados como espadas como na era medieval, queria poder gostar de guerras interestelares, queria poder sentir algo pelos personagens que morrem. Mas, só isso não basta. E foi somente isso que restou após o término do filme, o sentimento de querer e não conseguir sentir… Mas, quem sabe um dia.