Breve reflexão pessoal sobre as eleições de 2016

Depois do terremoto do impeachment nesse ano, parece que o brasileiro em geral, com ajuda dos protestos, aceitou o processo como legítimo, mesmo com todas as tentativas de deslegitimação do processo. O PT saiu extremamente enfraquecido nesse processo, perdendo mais de 60% das prefeituras e perdendo todas as prefeituras que disputava no segundo turno. A decadência do partido que até este ano estava no poder é a grande notícia dessa eleição.

O PSDB fez grandes avanços aproveitando seu status natural como oposicionista, porém, os eventos da vitória esmagadora de Alckmin em SP e a derrota de Aécio em BH parecem indicar um candidato natural do PSDB em 2018.

Apesar disso tudo, o jeito PT de fazer política ainda pode dar frutos. O PDT e o PCdoB cresceram com os mesmos políticos e antigos métodos e discursos do PT lulista, mostrando que apesar da forte rejeição ao PT (e do crescimento da direita e centro-direita) ainda a rejeição se mantém concentrada contra a sigla do PT e não contra esses métodos populistas e retrógrados de política, representados hoje principalmente pelos irmãos Ferreira Gomes — particularmente Ciro, que tudo indica que concorrerá à presidência com o apoio da antiga coalizão lulista. As recentes ‘ocupações’ escolares também são outro sinal alarmante do poder que a esquerda retrógrada ainda tem e pode, sim, haver um revés.

Por outro lado podemos comemorar a vitória de uma crescente onda liberal e moderada no Brasil, sem ligações com aquele velho conservadorismo rançoso, que defende austeridade e racionalidade, sim, mas também aberta para as mudanças na sociedade e que milita para conseguir seus objetivos.

Há muito o que comemorar e há muito o que pensar, mas há um sentimento meu de dias melhores no Brasil.

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