Novas experiências — o dia seguinte

Elisa Matile
Nov 8 · 2 min read

Ela acordou na sua casa, não se lembrava como tinha chegado ali mas se sentiu segura. “Que noite” pensou e antes que pudesse completar o pensamento percebeu que não estava sozinha. Com ela na cama estavam a moça do vestido azul e o rapaz que foi a festa com elas. Eles estavam nus.

Ela tentou organizar os pensamentos. “Que ressaca”. Tinha flashes da noite anterior e alguma dificuldade pra lembrar a ordem cronológica das coisas. Mesmo com uma amnésia que julgava ser passageira ela se sentia bem. Ela sabia que tinha tido uma noite como nunca antes tivera e que havia sido incrível. Resolveu tomar um banho, precisava de um banho.

Saiu da cama devagarinho tentando não fazer barulho para não acordar seus convidados. Ela ainda não sabia como agiria diante daquela nova situação e queria organizar os pensamentos. Entrou no chuveiro e enquanto a água escorria por seu corpo tentava colocar os pensamentos no lugar mas antes que pudesse terminar o primeiro deles percebeu que tinha companhia.

As mãos da moça de vestido azul lhe envolviam o corpo e ela lhe beijava o pescoço e a orelha. Ela gostou e se deixou levar. As mãos acariciavam todo o seu corpo. Braços, peitos, barriga, pernas. E quanto mais perto chegavam do seu sexo, mais ofegante ela ficava. Até que junto com beijos nas costas e mordiscadas no pescoço a mão chegou lá. “Uau”. A menina de vestido azul numa mistura de delicadeza e ferocidade lhe acariciava e ela sentia seu corpo se entregar e tremer. A sensação de prazer lhe percorria e antes que ela pudesse transbordar ela se virou. Olhou a menina de vestido azul nos olhos por uns segundos e então lhe beijou a boca. Um beijo desesperado, cheio de desejo. E ela foi beijando seu pescoço, ombros, peitos, barriga, coxas, virilhas. E ali ela ficou. Chupando, lambendo, sentindo aqueles novos sabores e se deliciando a cada suspiro da menina de vestido de azul.

Mortas de fome elas chegaram na cozinha onde o rapaz as esperava com o café da manhã. Tinha pães, ovos, frutas, sucos, café. “Eu tinha tudo isso na geladeira?” foi tudo que ela conseguiu falar.