Sobre o PLUS que damos na vida do outro

A tal grama do vizinho…. (Imagem retirada da Internet)

O outro que é mais inteligente

O outro que é mais bem-sucedido

O outro que é mais sortudo

O outro que é mais bonito

O outro que é mais criativo

O outro que é mais corajoso

O outro que tem mais condições

O outro que é cheio de talento

O outro que tem uma família perfeita

O outro que tem um relacionamento perfeito

O outro que é super seguro de si

O outro que tem uma força e uma fé inabaláveis

O outro que superou tanta coisa

O outro que é exemplo a ser seguido

O outro que é outro, tem uma vida paralela à sua, da qual você só enxerga uma camada. Camada fina, camada leve. Por sinal, a mesma camada que você tende a exibir. Camada que reduz, camada que simplifica. Camada que também pode estar sendo admirada por aí.

E não é por mal, nem é premeditado.

Quem divulga dor, angústias e lamentações, que o faça de forma humana e instrutiva, mas não entregue. Não são estes os sentimentos que queremos alimentar.

Para o decorrer da vida a gente quer os sorrisos abertos, as gargalhadas soltas, os abraços mais apertados, as danças mais libertadoras, os momentos com os amigos, os momentos de distração, as conquistas, as superações pessoais, as coisas boas que acontecem no dia a dia.

E se há algo em que eu acredito é que essa dinâmica vem de todos os lados. Mas a verdade, a tal verdade invisível, é que :: não há quem possa se definir em um extremo.

-> Não há inteligência que não se depare com o não saber. Não há status social que não se depare com a insegurança. Não há criatividade que não se depare com a falta de ideias. Não há coragem que não se depare com o medo. Não há beleza que não enfrente problemas com o espelho. Não há talento que não se sinta incapaz. Não há família perfeita que não tenha seus barracos. Não há relacionamento perfeito que não tenha seus desencontros. Não há segurança que não enfrente o caos. Não há fé que não fraqueje em pensamento. Não há superação que seja vivida sem dor, sem marcas e, as vezes, pelo “simples” ato de sobreviver. Não há “exemplos” que, eventualmente, não tenham a vontade de “surtar”, dar meia volta e fazer tuuudo diferente. E não há felicidade que não lide, vez ou outra, com a tal melancolia.

Entendam o que eu quero dizer, a vida é feita desses sentimentos antagônicos. É desafiadora para todos, mas, se há um diferencial, ele está no nosso olhar!

Aproveite!

:: Camila Serrat

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